Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Julho, 2011

Quanto mais o tempo passa menos o temos...

Estou cansada.

Lembro-me que antigamente tinha sono pesado e um tempo longo para dormir, hoje tenho o sono leve e não tenho o tempo, e ainda os dias parecem-me mais curtos ou o que quer que seja.

Chego a conclusão que quanto mais o tempo passa menos tempo parece que temos. Estranho isso.

O trabalho de produção é desgastante, a correria, o vai e vem, as coisas que faltam, que quebram, os imprevistos que são sempre previstos, tudo... ai... tem dias que precisamos deitar, comer uma pipoca e desligar o celular, ou somente rir um pouco.

Incrível é que essa rotina elétrica nos vicia. Nos dias que por eventual destino fico sem atividades sinto-me improdutiva e por vezes inútil... o vício do trabalho, a queixa do trabalho.

Ontem mesmo foi um dia delicioso no Recreio Shopping, me diverti com as crianças e especialmente amei um menino chamado Vinicius. Um príncipe. Possivelmente uma criança que nunca mais verei mas que trouxe ternura e carinho ao meu coração em mais um dia da minha vida. Foi um…

Amy = muitos

Amy Winehouse é tão parecida com tantas pessoas. Tem um pouco de todos e tudo.

Pensar no quanto podemos ser destrutivos nos mostra o quanto somos humanos, falhos e simples.

Sempre pensei que só nos conhecemos até onde fomos. Temos tendências e somos atraídos para elas. Temos questionamentos, insatisfações, medos e frustações que podem ocasionar grandes males se não forem bem administrados.

Lembro da primeira vez que traguei um cigarro aos 16 anos. Foi ótimo. Foi bacana e sempre achei que era bonito. Fumei durante doze anos e tive diversos momentos angustiantes em hospitais por crise de bronquite crônica. Parar a primeira vez foi fácil. A segunda tive dores de cabeça e insistente mau humor que incendiava minha vida.

Parei de fumar por 7 anos, voltei 2 e parei novamente. Não sinto vontade alguma de fumar, mas quando paro para lembrar ainda sinto o gosto do malboro vermelho na boca, e enfim, pra quem usa o gosto é muito bom. Seja que substância for. A sensação não alimenta só o corpo, s…

Aprendi!!! Ok!

Ok! Vivo dizendo que aprendi, reconheço, porém dessa vez aprendi mesmo e vou fazê-lo: Nada de usarem a minha maquiagem e não uso a de mais ninguém.

Os camarins com aqueles potes, pós, blushs, batons, lápis,pancakes, corretivos... aí não tem jeito, um usa o material do outro.



Já faz um mês que estou usando colírio por conta de uma inflamação irritativa que pode ter sido proveniente de um lápis de olho. Ai que prejuízo, que coisa chata.

Me lembro de uma vez que fiquei em cartaz no Rio, e fiz o circuito Sesc de teatros. Uma pessoa fez divulgação com o figurino que eu usava. Fez durante o dia, suou, ninguém me avisou e eu quando cheguei no fim de semana vesti. Sabem o que aconteceu? Peguei uma coisa na pele que fiquei cheia de brotoejas até no rosto, fui parar no hospital de Ipanema.

Ninguém merece! Olha, os bacanas falam que sou chata, mas as experiências constroem essas coisas...rsrs



Então, nesta nova lição de uso comum, escolho não pegar mais nenhuma coisinha se puder. Nada de divisão …

Somente pele

Vi algumas fotos das exposições de Miru Kim, fotógrafa norte-americana e fiquei encantada com seu fascínio pelo órgão pele.

As fotos nua em locais tão diversos, abandonados, sujos... a plástica visual é muito bacana.

A sensibilidade disso tem profundeza e limites individuais. O toque, o cheiro, o corpo, lidar com esses fatores tem diversas e tênues linhas.

Nua e desconexa da imagem exposta e ao mesmo tempo inclusa tem intensidade vital.. Parece que o corpo não deveria estar daquela forma naquele ligar, naquele momento.

A nudez, a exposição, é um ato de liberdade, de coragem, de aceitação, de tantos fatores únicos e mudos entre tantos.

A foto em que Miru Kim festá na Manhattan Bridge é muitíssimo imponente.

O fascínio de Miru por "pele" me faz pensar na grandeza e utilização da mesma.

Um dia uma pessoa estava conversando comigo sobre cenas de toque e pele. Algumas pessoas têm muito medo de seus namorados e namoradas (maridos e esposas) atores terem envolvimentos com seus amigo…

Fiquei impressionada

Eu sei que muita gente acha que a vida de ator é moleza.

Corporizar uma personagem é algo tão intenso, de tamanha sensibilidade.

Lendo minha assinatura mensal da Bravo!, uma revista qjue indico à todos aqueles que apreciam arte em sua diversidade, li uma matéria e fiquei impressionada.

Os danos psicológicos e físicos causados à atriz Mariana Lima foram profundos no trabalho que ela desenvolvia numa determinada companhia teatral.  Nossa profissão é tão delicada quando se trata da verdade na construção de uma personagem. O veículo ator pode ser atingido se não conseguir aquele distanciamento saudável entre o seu Eu e o Eu personagem.

Muitas pessoas podem ser conduzidas de forma sutil ao abismo. O nosso interior há de ser sempre cuidado com priorização.

Um dia me falaram que para que eu chorasse em cena devia lembrar de uma coisa triste em minha vida.

Aí pensei: morte do meu pai foi triste... mas DEUS ME LIVRE toda vez que tivesse que chorar em cena eu tivesse que viajar em minha memória…