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Mostrando postagens de Agosto, 2011

O desequilibrio e as compensações

Estava trabalhando hoje no Iguatemi e escutei uma gritaria, palavrões e tudo mais. Parecia-me uma briga. Fui olhar. Era uma jogo de futebol em que as estrelas eram adolescentes.


Do quarto andar ouvi aqueles gritos e palavrões que não condiziam com aqueles corpos em definição e crescimento, porém era uma compensação.

Um time havia atacado, goleado, e para compensar a sensação de fracasso as bocas enchiam-se de palavras que extirpavam aquele sentimento de frustração.



Quando algo nos desequilibra procuramos compensar de alguma forma.

Fiquei observando aqueles meninos e outros fatos passados vieram à minha mente como que em cenas sequenciais.

Lembrei-me de um trabalho que executei dia desses e que em um momento toquei na pele de outro profissional. Na mesma hora percebi sua reação de esquivo e a sensação que tive no momento era que se pudesse ser dito um texto seria:
 "não me toque!!!!"
Não houveram palavras, mas houve essa liberação de energia que fala sem que elas sejam necessá…

Essa gente linda merece parabéns!

Sol, sol, sol...

Debaixo daquela cor prateada ou dourada lá eles estão.

Vi esse rapaz hoje em Duque de Caxias no Calçadão da José de Alvarenga e fiquei a observá-lo.

Uma moeda caía em seu pote e ele se mexia, mandava um beijo, dava um sorriso e assim passava seu dia. Mais um dia em seu trabalho.

Parei para falar-lhe e perguntei se era ator, ele respondeu-me que não, mas que estava atuando ali.

Preparamo-nos em escolas para fazer os papéis que nossa profissão nos propõe, mas aquele ali estava preparado pela necessidade para fazer aquele papel.

Simples?


Parado?

Pode ser que sim, o grau de dificuldade não pode ser medido por isso.

A medida está na necessidade. Na busca. Na coragem e disposição.

Caracterizar-se e pôr-se na rua.
Dar a cara a tapa.

Por uma moeda?
NÃO! Por sua dignidade. E só.

A vida ensina.
Profissionaliza.

Parabéns querido Marcos Costa!!

Sucesso aos artistas de rua, aos artistas da vida!

Tem que ter o sangue quente, a coragem latente e a esperança no coração.

Viver é estar…

Beleza então! Vou ouvir a voz!

Sei lá o que acontece...

Somos estranhos eu acho. Enfim, tenho certeza.

Olhamos as outras pessoas com os olhos das nossas necessidades. Adornamos, qualificamos, colorimos e vivificamos de maneira tal, que pouco percebemos o que elas realmente expõem.

Muitas vezes o percentual que recebemos não se assemelha ao quantitativo que ofertamos.

As pessoas são grandes caixas com enormes surpresas. Na maioria das vezes somos nós que permitimos que essas surpresas tornem-se aterrorizantes e sejam elementos de influência frustrante.

Ninguém consegue se enganar.

Não se pode esconder uma luz embaixo de uma cama, ela com certeza brilhará e se mostrará à todos. Assim são as coisas.

Uns dizem nosso íntimo, outros dizem alma, alguns intuição ou sensibilidade, tantos nomes... eu poderia dividir a seguinte classificação: coração. Essa palavra une todas as outras apesar de ter uma conotação romântica da vida e seus pertinentes sentimentos.



O coração por assim dizer revela-nos direções. Essas inclinações d…

Tá na hora de crescer: mais. Lagarta, borboleta e Matrix!!!!

Engraçado isso, ou estranho isso!

Chega um momento que o nosso ser interno parece ter sido acionado e pronto, é impelido a mudar.

As sensações internas que dizem CHEGA!!!!! são clarificadas à mente e discretamente aos olhos porém intensamente à alma, e são os ingredientes que simplesmente alteram todo o sabor do ser.

Aquela pimenta que força beber um copo d'água, aquele vento que força o uso do casaco, aquele grito que força a resposta: Por favor, pode falar um pouco mais baixo!

Esses momento singulares que provocam mudanças e atitudes são intensos internamente, recheados de questionamentos, pesos e medidas que somente quem os qualifica pode entender.

Incrível é que todas as coisas cooperam para que tais mudanças aconteçam.

Fazendo um comentário completamente pessoal: às vezes me parece que as pessoas são totalmente manipuladas por esse "destino", se é que posso dizer assim.
Enfim, graças a Deus temos que passar por isso, mudar de nível. Isso é bom demais, mostra o real v…

Os pombos que andavam no Retiro...

Estive no Retiro dos artistas para uma reunião nesse sábado.

Enquanto esperava para começarmos fiquei fotografando uns pombos que ali estavam.

Calmos estavam, e eu também. A calmaria daquela ambiência nos fez ficar assim.



Talvez eu estivesse em um daqueles momentos que Cazuza dizia em sua música: "eu ando tão down...", só sei que aqueles momentos ali me foram um carinho.



Ao receber um boa tarde de um bom e velho artista que caminhava com sua bengala pude ver a vida... como passa... como é breve.



Aquele ar, aquela brisa, aquele som, aquelas pessoas dançando uma bela dança de salão completava o ambiente... o cheiro de café que vinha do bar, a escadaria do teatro... e os pombos... ah os pombos... sozinhos e acompanhados, feito eu naquele lugar.




Que muitos possam desfrutar daquele lugar quando estiverem precisando.


Digno.

Não sei o nome dele

Sou atenta ao que acontece pelas ruas onde passo. Gosto de observar as pessoas, as casas e tudo o mais.

Há uns dois domingos vejo um homem grafitando na rua do Bangu Shopping onde trabalho aos domingos fazendo maquiagem artística nos pequenos. Adorei o estilo dele, cabelo e vi sua obra sendo iniciada. Estava sem máquina e não pude registrar.


Esse domingo quando chegando ao shopping, fui olhar como estava o andamento do grafite e ele já havia terminado. Fiquei feliz e fiquei triste. Feliz pela obra linda que compôs e triste porque não pude fotográ-lo para dar-lhe os créditos devidos por tanta beleza.


Quantos artistas trabalhando por aí afora, tanta gente... tantos nomes... tanta arte acontece.

Mesmo sem saber seu nome parabenizo a perfeição e força nos traços. Simplesmente lindo.

Há tantos espaços na cidade que poderiam ser grafitados e valorizados por este trabalho. Pena que não haja um incentivo maior para o desenvolvimento de projetos que profissionalizem jovens nesse ofício. Ao inv…