quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tô "afim"

Eu estou "afim".
Sim, estou "afim" de tudo.

Percebi algo: só temos medo do que desejamos.
Temos medo porque de alguma forma pode dar errado... e não queremos... então tememos.
O que não desejamos temos certeza.
Nos abstemos.

Eu estou "afim".
Não quero por "um fim" naquilo que não acabou em mim.
Não posso fingir,
não posso mentir.
Boicotar minhas verdades não é nada saudável.

Às vezes tento me esconder... mas como posso deixar de me ver?
É irreal tal fato.
É tolo.
Chega a ser infantil eu acho.

Impossível não sentir o pulsar compassado no peito...
Impossível não ouvir seu inteiror dizer: Isso é bom!!! Isso eu gosto!!!
Impossível!

Impossível negar o que faz bem ao coração...





Coragem pra aceitar o que está definido dentro do peito.
Coragem pra ir na direção do que está dentro.

Pelo sim, pelo não, melhor é a verdade.

Tô "afim": De tudo!
De gargalhar até doer a barriga.
De sentir a brisa do mar.


Tô com vontade de amar sem reservas.
De dizer eu te amo aos meus amigos queridos...
Tô com vontade de andar na areia da praia...
De olhar as rugas dos que viveram mais que eu e admirar as marcas de suas histórias...

Tô querendo sentir no olhar a verdade,
Ouvir no silêncio a vontade...
E voar... voar em mim... em meus reinos... em meus lugares... em minhas palavras...
Minhas amplas cidades!

Com vontade de fazer tudo com toda a força.
Sentir ao extremo cada segundo... como se fosse o último.

Enfim, ele pode ser... Não se sabe.

Não dá pra deixar passar... pode ser que não volte... 
Não se sabe!
Só Deus!
Então fica assim a direção: A do coração.


Tô "afim" e não vou esconder de mim.
Lá na frente não vou doer o que não fiz,
o que não disse,
o que não vivi...







domingo, 26 de fevereiro de 2012

Faxinando...

Tô tirando tudo que está pela metade...
Tudo que não é...
Tudo que não vinga...
Tô afastando da alma, 
do coração, 
da vida.
Nada de amarras escolhidas!
Essas coisas atrasam-nos o andar.


Tô expurgando esses pequenos demônios,
males já vencidos,
males que querem voltar.

Tô fazendo a limpa,
dando uma geral,
acabei de faxinar!

Limpei os cantos da sala,
passei um pano e agora está tudo a brilhar.
É que quero receber visitas,
recepcionar, aconchegar.

Tô tapando as brechas do muro,
protegendo  e guardando o mais doce coração.
Aguardando os amplos sorrisos,
cultivando grandes e poucos amigos,
que cabem apenas em uma mão.

Tô apreciando os presentes,
que a vida faz questão de entregar.



Respirando o ar da sinceridade,
do abraço de verdade e do bem que é amar.

Por tantas coisas esforço-me,
e retiro de mim o que faz magoar.
Quero deixar a casa pronta para o que é bom entrar e sempre ficar.

Vou tirando tudo que não deu,
e tudo que ninguém falou.
Abandonando a interrogativa que no caminho sei que ficou.

Nada de amarras, nada de amarras!
Escolhidas? Nem pensar.
Segue a vida, segue a vida.

Qualquer coisa, volto a faxinar!


Minha receita de felicidade é essa: 
Ser inteiro em tudo o que faz!



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Maturidade, um prêmio na vida

A maturidade é um prêmio.

Amadurecer é um apaixonante encontro conosco.
É ser tão cheio, repleto, pleno...
é ser denso e claro com suas intenções,
suas opiniões,
seus desejos.

Crescer é assumir-se em equilibrio.
É ter coragem de sair do lugar comum.
É ter coragem de agradar a si e não aos outros.




A certeza da unidade está no crescimento.
Somos só nós, mesmo quando acompanhados.
Queremos então agradar a nossa consciência.

Chega um momento que você olha para si e diz: cresci.
Não preciso mais disso!
nem disso...


Não preciso mais de elogio,
sei quem sou sou.
Sei o que sou.

Não preciso que alguém fale da minha beleza,
sei o quem sou,
sei o que sou.

Minha beleza é interna.
Minha beleza são minhas palavras,
minha beleza está nas entrelinhas,
no sorriso,
no toque...
No ser real.


Minha beleza está na minha história.

Amadurecer traz uma inteireza assustadora...
Traz intensidade a qualquer ato.
Tudo feito com total entrega,
porque tudo passa a ser escolha e bem pensada.
Com seu peso real.

Quando a gente cresce a aventura não está em fazer coisas diversas,
beijar as mais variadas bocas,
fazer mais coisas do que cabem no dia... e sim em fazer uma coisa tão bem feita e tão inteira que chega a dar medo pelo tamanho da doação.
Medo de viver com totalidade a verdade de ser.
A maior aventura é entregar-se e ir.


Crescer é assumir-se sem medo da aceitação.
É coragem de ir e vir,
de vestir, de sorrir,
de deixar pulsar largo o coração.




Crescer é permitir-se ser de tal forma e tamanho,
que talvez ninguém possa entender os porquês vividos,
mas tudo que é feito tem total e verdadeiro sentido,
porque a necessidade é ser exato naquilo que é.
Valorizando o mínimo e vivendo o máximo de tudo que se quer...

Amadurecer assusta,
afasta as futlidades,
aproxima a intensidade.










sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Confia e vai!


E quem ama e confia em Deus sabe que todas as coisas cooperam para o bem.
Tudo sempre será na hora certa.
É só seguir, agir e manter-se sempre feliz.


Seja diferente mesmo que todos sejam iguais. Acredite no seu coração,
na sua intuição...


Falo manter-se feliz pois creio que a alegria é uma escolha.
Reconhecer o que se tem, o que alcançou,
agradecer pela saúde, pela família,
pelo amanhecer, por tudo...
Olhar o em torno e ver o milagre que é, faz de você um ser feliz.
Conserva a positividade e a crença de que coisas melhores estão por vir.

Falar consigo é um ato de amor. Fortalece.

Fatores externos não são o que nos move,
os internos sim.


Então um interior grato e grandemente valorizado transforma tudo.

Enxergue quem você é, 
enxergue o seu melhor.

Tem que fazer a manutenção... sempre.

É como regar a planta,
é como deixar o pensamento voltar e ver como já crescemos,
como melhoramos,
como evoluimos.

Pessoas que não conseguem enxergar as transformações como boas coisas são normalmente apegadas ao passado e consequentemente sofredoras pelas lembranças mantidas.

Tudo muda.
E tudo sempre vem na hora certa.

Quando esperamos parece que não.
A espera causa um determinado cansaço.
Por isso a ação é o aconselhamento exato.
Quando estamos ocupados agindo como cremos vemos as coisas acontecerem sem a doentia ansiedade...
As tais coisas chegam e parecem nos surpreender,
mas na verdade não é surpresa,
já as desejávamos,
só não estavámos parados sofrendo e esperando que acontecessem logo.

Se resgatarmos em nossas mentes os momentos bons que nos sucederam vemos que foram na hora exata.
Quando tinham que ser.
Quando podíamos lidar.
Quando podíamos aproveitar.

E quando achamos que não podemos lidar enganamo-nos,
porque tudo acontece no momento exato.
Por isso temos coisas que olhamos para trás e falamos:
 - podia ter sido assim ou assado.
 - Me arrependo, faria diferente.
Naquele momento você estava preparado para viver o que lhe foi dado,
se não aconteceu,
se não viveu... traga à sua mente e verá: você simplesmente deixou passar.
Convencendo-se de que não estava preparado.
Mentira para esconder a covardia.
Mentira para assumir o fracasso.

Não repita-se!
Aprenda com o que fez pois o que está por vir está às portas.
Acontecerá assim, 
no momento em que estivermos plenos para viver e curtir cada detalhe.

Assim será.


Confiar em Deus,
em si,
no potencial,
na sinceridade,
ser pleno e crer no melhor.
Isso gerará o que há de vir.
Mas creia,
terá que viver,
que se doar e não temer o que virá.
Seja do tamanho que for!


Há um tempo perfeito para todas as coisas.
Há momentos inigualáveis.
Quando os vivemos sabemos...
Por isso devemos valorizá-los, pois são inconfundíveis e únicos.
Profundos e belos.
São históricos e tatuam nossa alma,
e ficam petrificados em nossas lembranças.

Vamos seguir,
nosso caminho está traçado porém não o sabemos claramente como gostaríamos.
Somos falíveis e queremos ser infalíveis.
Somos mortais mas queremos poderes imortais para usarmos em nossa breve mortalidade...
Mas como seria previsível saber de tudo!
É como ser parecido com todo mundo... usar a mesma cor.
Seria um tanto quanto chato.
Tão confortável que causaria o desejo da instabilidade.

Está traçado!
Se olharmos para nosso percurso até aqui,



podemos dizer que tudo, 
cada caminho,
cada história,
cada pessoa,
todos foram ingredientes perfeitos para que estivéssemos exatamente onde estamos hoje.
Como somos hoje.

Então acredite: está tudo pronto!
E nós vislumbramos tudo... todas as possibilidades,
e todas as possibilidades já existem... já são.

Mas só irão se manifestar no tempo certo.
Tem que seguir,
crendo e agindo.

Confia e vai!


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Amoras e amores...

Amoras e amores, meus doces sabores!


Sabores e cores!

Do vermelho ao uva...
Do cinza à escuridão...

No pé de fruta abarrotado,
tem presente pra todo lado,
adocicando o paladar,
e preenchendo o coração.

É poesia, é prosa,
é riso, é história,
é doce o falar!
O provar!
O pegar!

Mas o pomar é grande...
Pé de fruta a todo instante podemos ver por aí...
E daí?

Tem fruta azeda e amarela,

Nespera
tem fruta preta,
seca e velha...
Tem fruta de tudo quanto é cor...
Pra tudo quanto é gosto tem sabor!

Ah os amores...
são como as flores,
as cores,
os frutos,
são até como os arbustos,
secos ou brutos!

De qualquer forma belos...

Quando azeda,
a cara fica feia,
o estômago dói,
mas passa,
sempre vai passá...

Te aviso: Tem cuidado!

Jatobá.
No pomar tem coisa estranha...
Tem muita fruta esquisita!
Dá até dor de barriga se tu dela for provar!
Larga lá!
Larga lá!
Mas também tem fruta linda!
Linda de admirá... nem do pé tu quer tirá...

Ah mas tem umas que tu provas que pode até endoidecer...
Gostar tanto, tanto, tanto...
Que até vai querer plantá,
Um pezinho dessa fruta,
Vai amar, vai amar...

Quando o sabor é forte,
ah... pode ser até fruta do norte,
pode ser até fruta pão,
pode ser o que for então,
o sabor fica bom...
Ah se fica bom...

Amoras e amores,
amores e amoras,
não te choras,
só ri então...

As cores estão vivas,
no pomar da tua vida.
É só oiá iaiá!
É só oiá!

 Vai lá!
Tem fruta pronta pra pegá!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Não espere o momento perfeito, seja o momento perfeito!

Porque a maioria das pessoas espera o tempo certo e perfeito para tudo?
Porque esperam a oportunidade exata?



 

O tempo é agora!


A espera é algo que não reflete o que realmente cremos.
Quem crê avança.
Quem deseja algo vai em busca.

Nossas cadeias são mentais
São as que mais aprisionam
Prendem braços, pernas, palavras...
Imobilizam a alma
Nossas cadeias são só nossas
Nínguém pode ver como são
às vezes também não vemos...
São como uma porta sem parede tais cadeias 
Como uma porta sem sustentação
Como uma porta aberta à nossa espera
Só precisamos passar, atravessar,
Só precisamos ir e tudo lá estará.
São tão simples nossas cadeias
Ninguém pode nos prender
Porém nós nos prendemos... 
E é somente isso que não deveríamos fazer.
Livremo-nos!

O momento perfeito é o hoje.
É o único existente.
O amanhã, como diz o provérbio popular: a Deus pertence!
Como a bíblia diz: basta a cada dia o seu mal.

Não tardemos então!
Não tardemos em fazer o bem!
Não tardemos em declararmos o que pensamos!
Não cansemos de dizer doces palavras a quem amamos.

O amanhã?
O amanhã pode não existir enfim!

Somos passageiros.
Andarilhos.
Estrageiros em uma terra distante do que realmente somos.

Não sabemos nosso dia...
Nem de vir,
nem de ir...

Somos o que fazemos.
Somos o que acreditamos ser.
Emanamos nossas certezas.
Somos conduzidos por nossas visões.

A cultura do amanhã é tolice 
se você não vai em direção ao que crê!
Seja hoje!
Faça hoje!

Planejamos? Sim.
Mas quem disse que estaremos lá enfim?
Quem pode afirmar?
Quem sabe a conta dos dias?


Ou dos cabelos da cabeça?
Qual homem pode tudo dominar?

A semente deve ser plantada.
E a cada dia colhe-se das sementes já crescidas de um dia que passou...
De uma espera?
Sim.
Mas de uma ativa crença em receber o Sim que se espera.
Nessa firme confiança, há ação, há entrega.

-Quando minha mãe fizer anivérsário vou fazer uma declaração de amor!
-Quando ela me tratar com carinho eu digo o que sinto...
-Quando fulano se comportar melhor, eu faço, eu aconteço...
-Eu amo, mas não vou falar... vai ficar convencido...
-Eu quero, mas não vou porque pode não ser isso...

E isso,
E aquilo...
E aquilo outro...
E outro daquilo...

Não espere o momento perfeito,
seja o momento perfeito.



A vida é um movimento contínuo e incessante,
não repetitivo,
reativo,
e único!

Entre na dança.
E dance.

Pode ser que quando resolva entrar na grande pista, 
a música vá cessar... 

Não fique à margem...


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Pela pele negra...

Pela pele negra...
Historicidade...
Tanto registro de tudo que há...


E essa linda cultura que carrega a cor escura?
E porque para tantos falta a fartura?
Luta dura...
Guerra...

Ai, essa cor não nega.
É forte,
É marcante,
gigante parte no mundo...
Sua genética atravessa os povos.




Tenho amor por ti ó pele escura!
Por tua negra cor,
por tuas negras crias,
por tuas filhas,
por teus barcos e ilhas...


Tenho amor por Mia,
o Couto que escreve tanto,
por Moçambique e por tantos,
tantos...


Lembro-me da travessia,
do texto que fala do que há após a morte,
que sorte...
acreditas tanto na vida e na pós que trilha os caminhos,
mesmo a sós...

Cordel do esquecimento...


Olhei com olhos bons o que bom não estava...
Olhei com os sentidos da minh'alma...
Sem recuar abri os cadeados,
Enterrei o presente e fiz passado, 
Doei ouro a quem só alcança o pão...

Fiz música e poesia,
criei rimas belas e sortidas,
alcancei notas musicais,
Ainda fiz mais,
Ainda fiz mais.

Fiz doce de panela,
costurei os retalhos maltrapilhos,
endireitei sorrisos,
dei o suspirar.

Entreguei lágrimas a outros... eu fiz.
E machuquei um coração,
só pra te amar,
só pra te amar.

Fui o todo e nem dei tudo,
tanto há e não desnudo,
mas nem posso assim fazer.
É o viver,
é o viver.

Agora a palavra é esquece-me...
Hoje eu sei tu não me queres,
jogas fora sem pesar...



Então guardo-me em mim,
reservo-me assim,
outro enfim vai logo estar.

Em lugar de verso e prosa,
em lugar do meu cordel,
vai tomar a sonhadeira,
dos teus braços hoje fel.

Teus caminhos tortuosos,
cheios de engano e vão,
vão se embora dessa vez,
não abrigo-te mais não.

Mentis bem que eu acredito,
mas não vou mais te ouvir,
nem palavras nem sentidos,
posso a ti deixar abrir.

Tua boca é engano,
mais ainda o coração,
brincas como leviano,
adulteras coração.

Tenho dito agora esqueço-te,
nunca mais mesmo cordel,
nem sorriso nem beijinho,
nem poética nem mel.

O que era doce e meu,
tudo tinha pra te dar,
mas agora já não é teu,
meu amar,
meu amar.

Fecho assim esse cordel,
do esquecimento é o nome,
te amei,
te amei,
como se tu fosse home.

Mas no fundo tu só era,
um bela de uma fera,
machucando e "ferino",
dando aos outros um castigo,
um castigo que sofreu
o desprezo e se perdeu.

Tá agora andarilho,
tão perdido e empobrecido,
dentro de uma alma errante,
incapaz de se mostrá.

Vive seduzindo o mundo,
mas esse mundo é vazio,
vai passá,
vai passá.

Eu prometo de pé junto,
nunca mais de ti falá,
não mereces meu amor,
sai pralá,
sai pra lá!



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Duelo.

Entendi o que disseste.
Disseste e pronto.
As palavras são somente palavras, mas as disseste.
Representam você.

As ações dizem mais de ti...
Mas és camuflado...


escondido...
Parece-mes oculto a ti também...

Desnudo-te quando entregas o teu sentir...
teus calores falam de ti...
teu olhar te mostras tão frágil e desabrigado...
A insegurança revela o menino...
Nem precisas falar.

Mas foi-se assim  o momento.
Não detenho o movimento.
Vais para onde quer ir...

Quer perder-se?
Vá!
Quer matar-se?
Vá!
Quer mentir-se?
Vá!
Quer entorpecer-te?
Vá!

Simplesmente vá...

Não detenho-o... nem o quero.

É incrível teu duelo.
Opõe-se ao interno.
Prefere o efêmero ao belo.
Prefere a tormenta que a entrega.

Escolhes ir à guerra.

Ausento-me das palavras.
Calo-me e escondo-te o coração.

Tu vens com espada na tua luta,
não sabes manuseá-la... 
Podes ser acertivo mesmo golpeando ao acaso...
Pode ferir-me então.

Reservo-me a não ser contigo.
Decidiu ser menino e vai viver suas fugas...
Suas lacunas bandidas...

É duelo.



Queria eu poder abrir-me tanto ao pleno que pudesses ser consumido pelo sim que há vivente em mim.
Queria eu poder compartilhá-lo contigo plenamente, espaçadamente,
com claridade de expressão...

O que tenho a dar é raro...

Queria eu falar-te das grandes soluções, dos risos e das noites quentes...
Queria eu dividir as coisas que já estão às portas mas tu não o sabes...
Coisas que seriam também tuas, mas não podes ver... tens a cegueira das coisas efêmeras...
Queria eu ser assim ao todo e lançar o todo em ti...
Mas na minha simples vivência sei eu: 
A verdade assusta.

Há um prazo, há um tempo.
Tudo é dado a seu tempo.
Todo acontecimento tem sua data e local.
As acontecem por um motivo certo.

Há de ser o tempo do enfrentamento.
Da verdade, da batida.

Vence aquele que enfrenta a si e revela-se sem medo de ser o que é.
Aquele que abre-se e mostra com clareza suas competências,
aquele que assume suas fraudes,
que divide suas dualidades,
que questiona seus impedimentos,
que não aceita nem mesmo o seu não.

Vence aquele que duela com as armas da luz.

Vence aquele que é, decididamente é, 
e não vive o duplo.






Fui embora...


...Fui embora fui embora,
porque aqui num é meu lugá.
Meu coração decola...
Vai pra lá, bem pra lá
Nunca quero dizê nada
Eu só quero é viajá...
Pras bandas que coração mora,
Indo indo bem pra lá...

Eu num quero falá nada
Posso tudo entregá
Coração tá amolecido
Vai pra lá e num quer voltá


Meu amor se foi embora...
Ele quer ir passeá
Tá andando mundo afora
E nem sei se quer pará

Tô esperando vê se o tempo 
vai abrir
vai melhorá
pra falar pro meu amor...
vir pra cá vir pra cá!







Intuitivamente...

É uma direção interna...
Intuitivamente devemos seguir.
Não necessitamos de perguntas...
Pra quê todas elas?
Pra quê entender tudo?
Nem tudo é para ser explicado...

Somos seres complexos e submersos na pluralidade existente em nós...

Há coisas que são inexplicáveis.
Não há palavras que definam sensações.
Não frases que expliquem a energia dos melhores momentos...

E porque melhores?
Porque são únicos.

Intuitivamente esse caminho é determinado e certo de si,
de suas boas e novas realizações.
Que ainda hão de vir.

Sabe aquele dia que você se ouviu e algo aconteceu?
Sabe aquela pessoa que você sentiu não ser tão bacana... e depois ela realmente mostrou que não era?
Lá no seu intuitivo você já sabia...

O viver pleno e equilibrado depende do quanto você ouve o seu ser intuitivo...

Ele é maior que o ver e que o ter,
é discreto o seu falar,
as suas dicas são sutis e querem dizer mais do que um turbilhão de palavras...

A sutileza responde na ausência de sons...


É uma faísca que abrasa o coração na direção do que faz tão, tão bem.
Do que nos dá saúde interna e causa a bonança externa.
É a resposta segura.
Aquela que nos recheia...

Intuitivamente...

Siga o é intuído pela sua alma...
Siga o sim e anule o não.
Acredite no melhor e siga.
O melhor está bem aí!


Você irá no caminho certo!
Não deixe as amarras da dúvida o prenderem.
Nem sempre precisamos saber o como vai acontecer...
Devemos simples ir...
Dar o primeiro passo,
então os passos seguintes seguirão um fluxo perfeito,
de harmonia com aquilo que se sente...
e o que não se entende será simplesmente respondido pelos fatos...

Viva intuitivamente!




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Amor, amor, amor...

Ai, amor, amor, amor...

Inexplicável e tão benéfico.


Sabor inexplicável... de amado além da fora
De amado além do tempo
De ser a testumanha escolhida para acompanhar outra vida em sua trajetória
E ainda rir junto
Ainda Amar seu jeito
Ainda gritar por suas loucuras
E comer junto aquelas nocivas frituras...
Sabor inexplicável esse... de amar além dos outros
do que foi estabelecido...
Imprescindível e tão poético.

Rima para todo refrão.
Inspiração para tantos versos.
Conflito bom para o coração.
Incêndio doce provoca então...

É que o peito fica comprimido eu acho
Um bocado apertado
Quando o pensamento livre vai
Ele rima e faz poética
Ele inté gosta de festa
Mas prefere a calmaria
Entre teus braços está a sina
Escrita bem no coração



Ai, amor, amor, amor..

Faz belo todo ser.
Causa sorriso no olhar,
embarga vozes ao falar,
eleva a mente à grandes peripércias ao pensar.
Prolonga noites,
colori dias,
muda o viver o tal amar.

Quem quer o ter se pode ser?

Add caption


Ê vida boa a de quem se doa...
Tudo em seu tempo.
Amar, amar, amar...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sem palavras...

Sem palavras...

Existem coisas indisíveis,



momentos perfeitos,


perfumes incríveis,



sensações inexplicavéis...




Sem palavras... há coisas que são só nossas...


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pelos palcos...

Na extrema emoção,
na intensa dedicação e experimentação constroe-se o ator,
transforma-se o ator.

Pelos palcos vive-se a real catarse psicológica,
a liberdade interna proporcionada por tudo que se é e não é,
num ajuntamento perfeito do que se quer deixar dizer.


Indescritível,
natural,
intuitivo.

Processo tal e tão necessário que circula como sangue nas veias...

Uma verdadeira descarga química.
Energético.
Pulsante.



A catarse vivida pelo ator é maior, eu creio, maior do que a da plateia.
Entendendo por catarse aquela que a psicologia refere-se, e não a que a filosofia expõe, relacionada ao drama, a fortuna e a miséria, a felicidade e a infelicidade da personagem descrita, tal qual podemos exemplificar com a personagem de Édipo Rei e toda sua trajetória trágica.

A catarse que refiro-me é libertação do cotidiano,




das regras,
das formas clássicas de expressão.


Nessa experiência,
são quebradas barreiras, medos,
há libertação, há expurgação,




são instantes inteiros,
vividamente estabelecidos,
emocionalmente construídos,
levando em cada linda dita,
em cada desdobramento de ação,
memórias, visões, experiências e espectativas...
Levando bagagem acrescida.

É o ser cidadão-ator sendo transformado em si para enfim poder ser instrumento de outro.

Ser um instrumento usado pela obra,
uma expressão viva,
um agente causativo,
um transmissor,
para que o universo proposto seja entregue a tantos que ali de olhos e ouvidos atentos estão,
saber que cada um criará um universo imaginado a partir de então.

Pelos palcos,
cantos mágicos,
Debaixo das múltiplas luzes,
na escuridão...
ali estão aqueles seres "buscantes",
de alma plural e enigmática.
Multiplicando-se, dividindo-se,
entregando a nudez de sua alma.



domingo, 5 de fevereiro de 2012

Silencio-me para ouvir...

Há uma paz que excede todo o entendimento.
"Está" quando silencio meu eu.

Há um Caminho claro, plano, calmo, com águas tranquilas. Isento de dúvidas.


Com uma Voz Guia que responde a qualquer pergunta, pode ser a mais cabeluda... há resposta sim.

Há um lugar de comunhão, de confiança, de fim.
Um local de descanso, onde a frenética busca pelo Ter é dissolvida,
onde a real forma de Ser é desenvolvida.

É quieto, mas não só.


Tem sons secretos...
Há revelações...
Há entendimento sobre o todo, sobre o outro, sobre o que há de vir...
Tudo fica descoberto, transparente, visivelmente revelado...

Aguça a sensibilidade, expande a visão, aquece o coração. Ilumina.



Esse lugar está dentro,
é para quem navega no profundo...
Só é visto por quem aceita o que intui,
só é frequentado por quem permite-se o silenciar,
para que possa ouvir.

Para que possa ver.

E fico em silêncio pelo precisar retornar ao que é SUBLIME,
ao que é eterno,
ao que é interno
e transforma o externo.

SIlencio-me...




sábado, 4 de fevereiro de 2012

Doces dias!

Que coisa boa e doce a tal vida.
Com seus doces dias.

Certo é que fragmentos negativos aproximan-se e com toda sua destreza tentam acampar-se nesses tais dias.
Claro, as coisas ruins parecem-me às vezes mais sinuosas,
muito mais flexiveis e obstinadas a alcançar o intrépido desejo de infelicitar...
Mas quão doces são os dias...
Nem mesmo o fel os envena.

São inspiração as manhãs,
as cores,
o vento "brisando" o cabelo.
São amplamente belos os seres e sua luminosidade,
suas curvas,
suas estreitas ruas e ingrimes ladeiras...

São tão belos os dias e todas as suas possibilidades.

Em pensar que nosso olhar é que os tornam assim: tão belos.

Nesses dias em que os males circundam e pedem atenção,
o melhor é dizer não,
e rechear a vida de tudo que há de ser,
que pode ser,
de tudo que é melhor.

Rechear com um bocado do que traz prazer e preenche o coração...
Ampliar os pensamentos no bem, e seguir...

Ainda haverão longos, belos, intensos e doces dias a vir.




Com gente interessante, cores vibrantes e muito, muito amor a sentir.





Ainda haverão noites iluminadas,
revelações e gargalhadas a ouvir.
Ainda haverão muitos beijos de língua,
daqueles que fazem o peito estremecer e a pele aquecer.



Ainda haverão muitos presentes a dar, e a ganhar.
Haverão muitos momentos inesquecíveis e muitos segredos a compartilhar.

Ainda haverão muitos locais a conhecer,
ainda vamos nos perder e nos achar...
E dançar, dançar muito pelo baile da vida afora...



Ainda há muitos doces dias a viver.
Tantos,
que nem os prantos irão os impedir de vir.
Nem os danos,
nem os receios.

A melhor coisa que há é ser ausente,
trancafiar o coração e não receber os tais males que insistem em entrar.

- Auto lá!
Virão aqueles doces e belos dias.
Esses sim podem entrar.




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