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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Tô "afim"

Eu estou "afim".
Sim, estou "afim" de tudo.

Percebi algo: só temos medo do que desejamos.
Temos medo porque de alguma forma pode dar errado... e não queremos... então tememos.
O que não desejamos temos certeza.
Nos abstemos.

Eu estou "afim".
Não quero por "um fim" naquilo que não acabou em mim.
Não posso fingir,
não posso mentir.
Boicotar minhas verdades não é nada saudável.

Às vezes tento me esconder... mas como posso deixar de me ver?
É irreal tal fato.
É tolo.
Chega a ser infantil eu acho.

Impossível não sentir o pulsar compassado no peito...
Impossível não ouvir seu inteiror dizer: Isso é bom!!! Isso eu gosto!!!
Impossível!

Impossível negar o que faz bem ao coração...





Coragem pra aceitar o que está definido dentro do peito.
Coragem pra ir na direção do que está dentro.

Pelo sim, pelo não, melhor é a verdade.

Tô "afim": De tudo!
De gargalhar até doer a barriga.
De sentir a brisa do mar.


Tô com vontade de amar sem reservas.
De dizer eu t…

Faxinando...

Tô tirando tudo que está pela metade...
Tudo que não é...
Tudo que não vinga...
Tô afastando da alma, 
do coração, 
da vida.
Nada de amarras escolhidas!
Essas coisas atrasam-nos o andar.


Tô expurgando esses pequenos demônios,
males já vencidos,
males que querem voltar.

Tô fazendo a limpa,
dando uma geral,
acabei de faxinar!

Limpei os cantos da sala,
passei um pano e agora está tudo a brilhar.
É que quero receber visitas,
recepcionar, aconchegar.

Tô tapando as brechas do muro,
protegendo  e guardando o mais doce coração.
Aguardando os amplos sorrisos,
cultivando grandes e poucos amigos,
que cabem apenas em uma mão.

Tô apreciando os presentes,
que a vida faz questão de entregar.



Respirando o ar da sinceridade,
do abraço de verdade e do bem que é amar.

Por tantas coisas esforço-me,
e retiro de mim o que faz magoar.
Quero deixar a casa pronta para o que é bom entrar e sempre ficar.

Vou tirando tudo que não deu,
e tudo que ninguém falou.
Abandonando a interrogativa que no caminho sei que ficou.

Nada …

Maturidade, um prêmio na vida

A maturidade é um prêmio.

Amadurecer é um apaixonante encontro conosco.
É ser tão cheio, repleto, pleno...
é ser denso e claro com suas intenções,
suas opiniões,
seus desejos.

Crescer é assumir-se em equilibrio.
É ter coragem de sair do lugar comum.
É ter coragem de agradar a si e não aos outros.




A certeza da unidade está no crescimento.
Somos só nós, mesmo quando acompanhados.
Queremos então agradar a nossa consciência.

Chega um momento que você olha para si e diz: cresci.
Não preciso mais disso!
nem disso...


Não preciso mais de elogio,
sei quem sou sou.
Sei o que sou.

Não preciso que alguém fale da minha beleza,
sei o quem sou,
sei o que sou.

Minha beleza é interna.
Minha beleza são minhas palavras,
minha beleza está nas entrelinhas,
no sorriso,
no toque...
No ser real.


Minha beleza está na minha história.

Amadurecer traz uma inteireza assustadora...
Traz intensidade a qualquer ato.
Tudo feito com total entrega,
porque tudo passa a ser escolha e bem pensada.
Com seu peso real.

Quando a g…

Confia e vai!

E quem ama e confia em Deus sabe que todas as coisas cooperam para o bem.
Tudo sempre será na hora certa.
É só seguir, agir e manter-se sempre feliz.


Seja diferente mesmo que todos sejam iguais. Acredite no seu coração, na sua intuição...

Falo manter-se feliz pois creio que a alegria é uma escolha.
Reconhecer o que se tem, o que alcançou,
agradecer pela saúde, pela família,
pelo amanhecer, por tudo...
Olhar o em torno e ver o milagre que é, faz de você um ser feliz.
Conserva a positividade e a crença de que coisas melhores estão por vir.

Falar consigo é um ato de amor. Fortalece.

Fatores externos não são o que nos move,
os internos sim.


Então um interior grato e grandemente valorizado transforma tudo.

Enxergue quem você é, 
enxergue o seu melhor.

Tem que fazer a manutenção... sempre.

É como regar a planta,
é como deixar o pensamento voltar e ver como já crescemos,
como melhoramos,
como evoluimos.

Pessoas que não conseguem enxergar as transformações como boas coisas são normalmente apegada…

Amoras e amores...

Amoras e amores, meus doces sabores!

Sabores e cores!
Do vermelho ao uva... Do cinza à escuridão...
No pé de fruta abarrotado, tem presente pra todo lado, adocicando o paladar, e preenchendo o coração.
É poesia, é prosa, é riso, é história, é doce o falar! O provar! O pegar!
Mas o pomar é grande... Pé de fruta a todo instante podemos ver por aí... E daí?
Tem fruta azeda e amarela,
tem fruta preta, seca e velha... Tem fruta de tudo quanto é cor... Pra tudo quanto é gosto tem sabor!
Ah os amores... são como as flores, as cores, os frutos, são até como os arbustos, secos ou brutos!
De qualquer forma belos...
Quando azeda, a cara fica feia, o estômago dói, mas passa,
sempre vai passá...
Te aviso: Tem cuidado!
No pomar tem coisa estranha... Tem muita fruta esquisita! Dá até dor de barriga se tu dela for provar! Larga lá! Larga lá! Mas também tem fruta linda! Linda de admirá... nem do pé tu quer tirá...
Ah mas tem umas que tu provas que pode até endoidecer... Gostar tanto, tanto, tanto... Que …

Não espere o momento perfeito, seja o momento perfeito!

Porque a maioria das pessoas espera o tempo certo e perfeito para tudo? Porque esperam a oportunidade exata?



O tempo é agora!

A espera é algo que não reflete o que realmente cremos. Quem crê avança. Quem deseja algo vai em busca.
Nossas cadeias são mentais São as que mais aprisionam Prendem braços, pernas, palavras... Imobilizam a alma Nossas cadeias são só nossas Nínguém pode ver como são às vezes também não vemos... São como uma porta sem parede tais cadeias  Como uma porta sem sustentação Como uma porta aberta à nossa espera Só precisamos passar, atravessar, Só precisamos ir e tudo lá estará. São tão simples nossas cadeias Ninguém pode nos prender Porém nós nos prendemos...  E é somente isso que não deveríamos fazer. Livremo-nos!

O momento perfeito é o hoje. É o único existente. O amanhã, como diz o provérbio popular: a Deus pertence! Como a bíblia diz: basta a cada dia o seu mal.
Não tardemos então! Não tardemos em fazer o bem! Não tardemos em declararmos o que pensamos! Não cansemos de dizer doce…

Pela pele negra...

Pela pele negra...
Historicidade...
Tanto registro de tudo que há...


E essa linda cultura que carrega a cor escura?
E porque para tantos falta a fartura?
Luta dura...
Guerra...

Ai, essa cor não nega.
É forte,
É marcante,
gigante parte no mundo...
Sua genética atravessa os povos.




Tenho amor por ti ó pele escura!
Por tua negra cor,
por tuas negras crias,
por tuas filhas,
por teus barcos e ilhas...


Tenho amor por Mia,
o Couto que escreve tanto,
por Moçambique e por tantos,
tantos...


Lembro-me da travessia,
do texto que fala do que há após a morte,
que sorte...
acreditas tanto na vida e na pós que trilha os caminhos,
mesmo a sós...

Cordel do esquecimento...

Olhei com olhos bons o que bom não estava...
Olhei com os sentidos da minh'alma...
Sem recuar abri os cadeados,
Enterrei o presente e fiz passado, 
Doei ouro a quem só alcança o pão...

Fiz música e poesia,
criei rimas belas e sortidas,
alcancei notas musicais,
Ainda fiz mais,
Ainda fiz mais.

Fiz doce de panela,
costurei os retalhos maltrapilhos,
endireitei sorrisos,
dei o suspirar.

Entreguei lágrimas a outros... eu fiz.
E machuquei um coração,
só pra te amar,
só pra te amar.

Fui o todo e nem dei tudo,
tanto há e não desnudo,
mas nem posso assim fazer.
É o viver,
é o viver.

Agora a palavra é esquece-me...
Hoje eu sei tu não me queres,
jogas fora sem pesar...



Então guardo-me em mim,
reservo-me assim,
outro enfim vai logo estar.

Em lugar de verso e prosa,
em lugar do meu cordel,
vai tomar a sonhadeira,
dos teus braços hoje fel.

Teus caminhos tortuosos,
cheios de engano e vão,
vão se embora dessa vez,
não abrigo-te mais não.

Mentis bem que eu acredito,
mas não vou mais te ouvir,
nem palavras ne…

Duelo.

Entendi o que disseste. Disseste e pronto. As palavras são somente palavras, mas as disseste. Representam você.
As ações dizem mais de ti... Mas és camuflado...

escondido... Parece-mes oculto a ti também...
Desnudo-te quando entregas o teu sentir... teus calores falam de ti... teu olhar te mostras tão frágil e desabrigado... A insegurança revela o menino... Nem precisas falar.
Mas foi-se assim  o momento. Não detenho o movimento. Vais para onde quer ir...
Quer perder-se? Vá! Quer matar-se? Vá! Quer mentir-se? Vá! Quer entorpecer-te? Vá!
Simplesmente vá...
Não detenho-o... nem o quero.
É incrível teu duelo. Opõe-se ao interno. Prefere o efêmero ao belo. Prefere a tormenta que a entrega.
Escolhes ir à guerra.
Ausento-me das palavras. Calo-me e escondo-te o coração.
Tu vens com espada na tua luta, não sabes manuseá-la...  Podes ser acertivo mesmo golpeando ao acaso... Pode ferir-me então.
Reservo-me a não ser contigo. Decidiu ser menino e vai viver suas fugas... Suas lacunas bandidas...
É duelo.


Quer…

Fui embora...

...Fui embora fui embora,
porque aqui num é meu lugá.
Meu coração decola...
Vai pra lá, bem pra lá
Nunca quero dizê nada
Eu só quero é viajá...
Pras bandas que coração mora,
Indo indo bem pra lá...

Eu num quero falá nada
Posso tudo entregá
Coração tá amolecido
Vai pra lá e num quer voltá


Meu amor se foi embora...
Ele quer ir passeá
Tá andando mundo afora
E nem sei se quer pará

Tô esperando vê se o tempo 
vai abrir
vai melhorá
pra falar pro meu amor...
vir pra cá vir pra cá!







Intuitivamente...

É uma direção interna...
Intuitivamente devemos seguir.
Não necessitamos de perguntas...
Pra quê todas elas?
Pra quê entender tudo?
Nem tudo é para ser explicado...

Somos seres complexos e submersos na pluralidade existente em nós...

Há coisas que são inexplicáveis.
Não há palavras que definam sensações.
Não frases que expliquem a energia dos melhores momentos...

E porque melhores?
Porque são únicos.

Intuitivamente esse caminho é determinado e certo de si,
de suas boas e novas realizações.
Que ainda hão de vir.

Sabe aquele dia que você se ouviu e algo aconteceu?
Sabe aquela pessoa que você sentiu não ser tão bacana... e depois ela realmente mostrou que não era?
Lá no seu intuitivo você já sabia...

O viver pleno e equilibrado depende do quanto você ouve o seu ser intuitivo...

Ele é maior que o ver e que o ter,
é discreto o seu falar,
as suas dicas são sutis e querem dizer mais do que um turbilhão de palavras...

A sutileza responde na ausência de sons...


É uma faísca que abrasa o coração na …

Amor, amor, amor...

Ai, amor, amor, amor...

Inexplicável e tão benéfico.


Imprescindível e tão poético.

Rima para todo refrão.
Inspiração para tantos versos.
Conflito bom para o coração.
Incêndio doce provoca então...


Ai, amor, amor, amor..

Faz belo todo ser.
Causa sorriso no olhar,
embarga vozes ao falar,
eleva a mente à grandes peripércias ao pensar.
Prolonga noites,
colori dias,
muda o viver o tal amar.

Quem quer o ter se pode ser?



Ê vida boa a de quem se doa...
Tudo em seu tempo. Amar, amar, amar...

Sem palavras...

Sem palavras...
Existem coisas indisíveis,


momentos perfeitos,

perfumes incríveis,


sensações inexplicavéis...



Sem palavras... há coisas que são só nossas...

Pelos palcos...

Na extrema emoção,
na intensa dedicação e experimentação constroe-se o ator,
transforma-se o ator.

Pelos palcos vive-se a real catarse psicológica,
a liberdade interna proporcionada por tudo que se é e não é,
num ajuntamento perfeito do que se quer deixar dizer.


Indescritível,
natural,
intuitivo.

Processo tal e tão necessário que circula como sangue nas veias...

Uma verdadeira descarga química.
Energético.
Pulsante.



A catarse vivida pelo ator é maior, eu creio, maior do que a da plateia.
Entendendo por catarse aquela que a psicologia refere-se, e não a que a filosofia expõe, relacionada ao drama, a fortuna e a miséria, a felicidade e a infelicidade da personagem descrita, tal qual podemos exemplificar com a personagem de Édipo Rei e toda sua trajetória trágica.

A catarse que refiro-me é libertação do cotidiano,




das regras,
das formas clássicas de expressão.


Nessa experiência,
são quebradas barreiras, medos,
há libertação, há expurgação,




são instantes inteiros,
vividamente estabelecidos,

Silencio-me para ouvir...

Há uma paz que excede todo o entendimento.
"Está" quando silencio meu eu.

Há um Caminho claro, plano, calmo, com águas tranquilas. Isento de dúvidas.


Com uma Voz Guiaque responde a qualquer pergunta, pode ser a mais cabeluda... há resposta sim.

Há um lugar de comunhão, de confiança, de fim.
Um local de descanso, onde a frenética busca pelo Ter é dissolvida,
onde a real forma de Ser é desenvolvida.

É quieto, mas não só.


Tem sons secretos...
Há revelações...
Há entendimento sobre o todo, sobre o outro, sobre o que há de vir...
Tudo fica descoberto, transparente, visivelmente revelado...

Aguça a sensibilidade, expande a visão, aquece o coração. Ilumina.



Esse lugar está dentro,
é para quem navega no profundo...
Só é visto por quem aceita o que intui,
só é frequentado por quem permite-se o silenciar,
para que possa ouvir.

Para que possa ver.

E fico em silêncio pelo precisarretornar ao que é SUBLIME,
ao que é eterno,
ao que é interno
e transforma o externo.

SIlencio-me...




Doces dias!

Que coisa boa e doce a tal vida.
Com seus doces dias.

Certo é que fragmentos negativos aproximan-se e com toda sua destreza tentam acampar-se nesses tais dias.
Claro, as coisas ruins parecem-me às vezes mais sinuosas,
muito mais flexiveis e obstinadas a alcançar o intrépido desejo de infelicitar...
Mas quão doces são os dias...
Nem mesmo o fel os envena.

São inspiração as manhãs,
as cores,
o vento "brisando" o cabelo.
São amplamente belos os seres e sua luminosidade,
suas curvas,
suas estreitas ruas e ingrimes ladeiras...

São tão belos os dias e todas as suas possibilidades.

Em pensar que nosso olhar é que os tornam assim: tão belos.

Nesses dias em que os males circundam e pedem atenção,
o melhor é dizer não,
e rechear a vida de tudo que há de ser,
que pode ser,
de tudo que é melhor.

Rechear com um bocado do que traz prazer e preenche o coração...
Ampliar os pensamentos no bem, e seguir...

Ainda haverão longos, belos, intensos e doces dias a vir.




Com gente interessante, cores …