domingo, 28 de abril de 2013

Às vezes...

Às vezes me envergonho das pessoas.
Das mentiras que dizem a si mesmas.
Das mentiras que acabam virando suas verdades.
E de saber que elas sabem.
Às vezes olho,
observo e me envergonho...
Por às vezes fazer parte desse globo,
por às vezes compactuar com esse jogo,
por às vezes não ter como sair.
Às vezes me envergonho tanto,
que do coração só sai pranto,
forço dormir.



Quero ouvir.

Quero ouvir meu silêncio.
Quero o meu calar.
Minha voz interna me fala coisas 
que já sei mas preciso ouvir,
assim,
no silêncio de mim.

Quero sair do caos.
Quero esquecer o banal.
Quero afastar as coisas e pessoas assim,
sem palavras enfim.

Quero centralizar,
energias,
pensamentos,
ações.

Quero sair dessa risada social,
dessa vergonhosa mentira ao qual tentam me enquadrar.
Não sou dali.
Não sou de lá.
Quero resignar-me a mim.
E viver-me assim,
como sou.

Então aprumarei as posições,
cada qual em seu lugar...
Vazio, silêncio cheio de vida e sons.
Deserto cheio de cântaros refrescantes.
Quero ouvir meu silêncio,
assumir cada vez mais minhas verdades 
e sair desse mundo igual.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Eu só quero.


Eu não quero saber as tuas falhas.
Nem enumerar os teus defeitos.
Eu não quero mostrar o caminho certo como se o meu fosse o modelo.
Não quero apontar o dedo.
Não quero.
Eu te respeito.
Seja como for.
Seja quem for.
Você tem uma história.
Um sentimento.
Muitos sonhos...
Eu só quero que você seja você.
Que eu seja eu.
E que nós possamos nos aceitar 
e admirarmos o que temos de melhor um para o outro... 
e para o mundo...



terça-feira, 23 de abril de 2013

Dois um.

Eu te protejo e você me protege.
Não sei como faz isso, mas eu faço. Eu aprendo.
Você me cuida e eu te cuido.
Você me escuta e eu te escuto.
Mesmo quando ninguém se escuta.
Eu te abraço e você me abraça,
mesmo quando só aconteça se for pedido.
Eu vou contigo, mesmo com medo, 
eu vou contigo.
Eu te abrigo.
Você me abriga.
Eu dou silêncio e você fala, 
eu falo e você silencia.
Mesmo que a mente não pare de dizer, 
não pare de gritar, eu vou calar.
Te dou a mão na caminhada,
sou sua testemunha de vida e você da minha.
Fica assim então,
nós dois.
Dois um.
Por toda vida...


Para fora.

Eu me escrevo.
Reescrevo.
Renovo.
Eu crio,
invento,
elaboro.
Eu viajo,
sonho,
imagino.
Eu sofro,
lacrimejo,
rio.
Eu faço festa,
faço poema,
faço minha prosa.
Deixo livre aquelas,
que livres estão,
palavras lançadas,
pra fora.
Para fora.
Toda hora.



Que seja um belo dia...

E que o dia seja lindo.
Amanheça novidade, cheio de cor, de positividade.
Cheio de sins e sons bons vindos do coração.
Que seja pleno.
Que a água que banhará o corpo pela manhã 
leve a preguiça, 
leve a tristeza,
e tudo que pode ser mau.
Que a água lave, renove, 
e a cada gota que molhar o corpo,
os cabelos, venha o frescor do novo.
Do novo momento.
De vestir-se para uma guerra,
já vencida pela fé dada ao interior,
ao coração.
Que seja um lindo dia.
Um dia a sós.
Para reforçar os pensamentos,
para refletir mesmo em movimento,
mesmo que haja um milhão de pessoas ao redor.
Que seja um dia de reencontro.
Com os desejos reais,
com as verdades internas,
com o sorriso esquecido,
com a coragem guardada,
com os reais planos que existem em nós.
Que seja um belo dia...



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Cotidiano.


A gente se refaz, renasce, supera, conserta, transforma.
Somos assim, mutáveis, maleáveis, gente.
E quando percebemos que a maioria das coisas pelas quais nos desgastamos são besteira, aí perdoamos mais, amamos mais, vivemos melhor e nos tornamos cada vez mais felizes. 
Porque a felicidade é simples.
Está presente em tudo, inclusive no cotidiano... 
São coisas da vida.

[O que tem mais valor, não se compra. Se valoriza.]


domingo, 7 de abril de 2013

Eu também.


Tá tudo bem.

Fica tranquilo.
Eu também erro. 
E muito...


Coisas da alma


Depois de te conhecer pude entender sem ter 
como explicar que a palavra que diz "tudo está escrito" é real.

Engraçado, não vejo futuro sem você, 
o presente é vazio sem tua presença, os planos são sem graça, 
as risadas pedem seus ouvidos, 
os braços o teu abraço, 
tudo te encontra e é como se encontra-se a mim.
Depois de te conhecer posso afirmar, 
já estava destinado a ser. 
É como se já conhecesse, já existisse, 
já houvesse, já estivesse esperando o chegar. O viver.
Tudo é aceitável, entendível, perdoável, maleável... 
É uma parte minha que não tenho.
E como pode-se rejeitá-la?
Deus nos faz entender as coisas na prática, 
porque a teoria é bela, mas a prática é a prova. 
De todas as coisas.
Coisas da alma.



Coisas da vida.

Todos somos imperfeitos.
Imperfeitos na complexidade perfeita 
que é a construção humana.
Vejo risos, ouço lágrimas, olhos dizentes, 
bocas que calam...
Milagres da vida.
Detalhes que nos tornam únicos.
E andava eu na rua, 
à minha frente duas mãos se encontraram,
se entrelaçaram,
se acarinharam e foram juntas embora...
Cena simples,
cena bela.
Ao chegar em casa,
a cadela fez a festa,
se balançava tão forte,
dando uma sacudidela...
Cena simples,
cena bela.
Ao brigar ao telefone,
ele gritou,
ela ouviu e chorou,
ele calou... depois ligou pra ela.
Cena simples,
cena bela.
De amor e não é novela.
Um trocador de ônibus,
conversando sobre a vida,
repartindo a experiência,
que por ele foi vivida...
duas pessoas o ouviam,
ele feliz se dividia.
Cena simples,
cena linda.
Coisas da vida.
Coisas da vida.


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