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Peteleco.

Ando tão sensível que um peteleco faz um furo. Deus me livre dos petelecos. Deus me livre dos furos.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Eu quero

Eu quero a leveza na alma.

Quero o sim pra paz.

Quero a prática das escolhas feitas. 

Quero o bom olhar.

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Eu quero o vento na alma.

Quero o sorriso na cara.

Quero o simples que é tudo.

Quero ausência dos vazios confusos.

Quero independente de tudo que chega, quero escolher o que me faz bem.

O bem.

Que me faz bem.

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E se a vida não me der, eu fabrico.

Eu invento.

Eu pratico.

.

.

Porque tudo que acontece fora, foi visto dentro primeiro.

Então EU QUERO.

.

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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Além de olhar

Ah se pudesses ver além do olhar que entregue está.
Ah se pudesse ler as verdades que não se podem falar.
Se pudesses ver.
Se pudesses sondar.
Ah se pudesses entender além das palavras ditas,
das palavras não ditas pudesse captar.
Ah se pudesses ver além de olhar.
Além de olhar.




Deságua,
toda forma de vida em água.
Rosa d'água.
Flor d'água.
Coração nada n'água.

Deságua.

A lastima

Na taça o vinho,
gelado,
desce branco e suave garganta abaixo.

No peito a lágrima,
o sorriso,
o escape,
a pergunta,
a dúvida,
o amor,
a lastima.





Ida e Volta

Eu me perdi de mim ao me abrir.
Me perdi em um longínquo espaço já antes não habitado, 
de desconhecidas falas,
de descuidadas verdades.
Eu me perdi de mim ao deixar-te entrar,
conheci um velho lugar, 
no novo espaço.
Eu me envergonho de perder aquilo que já sei e ter que retornar,
ter que remendar,
ter que rodear a mesma montanha do saber,
ter que aquietar,
ter que engolir,
ter que novamente me despir.
Eu me perdi de mim,
mas para toda ida,
uma volta.


 

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Zerando

Zera tudo.
Some.
Para.
Não teme.
Não foge.

Zera tudo.
Faz de novo e melhor.
Segue adiante.
Não tema.
Sê de verdade.

Zera tudo.
Você pode.

Decisões

Eu decidi recomeçar.
Colocar um ponto final em várias vírgulas.
Decidi ir embora de várias histórias.
Não permitir que continuem a me infringir dores pelas minhas próprias aceitações.
Eu decidi decidir.

Não quero mais um monte de coisas desnecessárias.
A cada ano a limpa passa.
O filtro.
A rapa.

Chegou a hora.
Chegou a hora da poda.

Eu decidi expor tudo.
Não guardar lixo no meu coração.
Não poluir a minha alma.
Não foi por querer essa poluição me deixando manchas,
mas por decidir não ferir ninguém acabei me mutilando.
E poupando quem não me poupa.

Quero voo.
De novo.