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Mostrando postagens de Novembro, 2017
Não há regras maiores do que as que mantem nossa consciência livre.



vento

abstenho-me de dar letras e formar palavras que saiam de minha boca para o mundo.
às vezes parece absurdo gastá-las, jogá-las como qual ao vento. parece-me um desperdício de vida dizê-las. é tudo tão claro e tem-se que dizer tantas coisas para que sejam entendidas. o que dizer? o que adianta? aos homens a vida ensina no tempo que a falta chega, ao tempo que a história lhes sufoca, ao tempo que os dias vão-se embora e os sonhos são expostos aos seus olhos internos de outra forma. de nada vale a força que se faz para que o outro veja. ele vê sozinho. quando lhe for apraz. quando tiver que ser. e não mais. tal fato faz-me calar e viver meus dias como meus dias.
calados dias.