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Mostrando postagens de Abril, 2012

Mude as regras!

Mudando as regras do jogo...
Há momentos em que devemos parar, olhar o em torno, prestar atenção nas reações, nas emoções expostas, nos olhares, nas direções.

Há momentos em que devemos silenciar, pois por muito falar perdemos o melhor...


Há coisas que só percebemos quando silenciamos,
pois podemos nos entregar à percepção sem restrições...
Observamos melhor com os olhos e com a alma...

Há momentos em devemos mudar as regras do jogo, alterar as atitudes, equilibrar o pensamento em direção ao real.
Despoluir, esclarecer, analisar...
Se há coisas que devem ser mudadas, devemos começar por nós.
Deixamos chegar até aqui. Até esse marco. Agora é definir: aonde queremos ir?
Se suas regras não funcionam, não levaram ao resultado esperado: crie outras! ...ou viva sem regras!

E flui assim...

E flui assim esse Espírito em mim... Como força motriz, raiz de energia, alavanca... Impulso que irradia...

Fé viva e eficaz.

E flui assim o Sim, Flui assim longe do medo e da solidão. Sustenta, fortalece e alimenta a visão.
Não vem de fora a influência, não vem de palavras soltas, de outros ou de histórias... Vem de dentro, de uma nascente límpida e reluzente...
Meus olhos são cobertos pelo bom e o que endoidece, entristece ou simplesmente não é não consegue machucar.
Há um muro de amor protetor guardando a cidade que é meu coração. Fortificando-a. Ele me protege das guerras que na vida imperam. Traz o silêncio à minha cidade natal, afasta o mal.
E quando há perguntas de como e quando... de porque e quais os motivos de seguir com tamanho sorriso, tamanho intento, tanta direção mesmo na oposição... O que posso dizer?
Vou além das formas, das normas, dos tempos... Vou além do que posso, pois o que posso é um limite estipulado por mim que simplesmente quer dizer: "Até aqui conheço..."

Vou além desse lugar.
D…

...vem novo!

Vem! Tô te esperando... Há tempos te espero. Há tempos minh'alma te vê.

Vem amor! Vem doce, vem leve... Vem no ritmo da música... Vem e não seja breve. Tem coisas aqui que só você pode ter, pode tocar...


Vem! Há histórias preditas que não sabemos existir, depois contaremos como se já fossem, mas agora é novidade vir.

Vem novo! Vem ruidoso! Vem cheio de rimas e detalhes... Vem repleto de si e vazio de mim...

Vem...
...para que novas letras se formem enfim...

Deixa ir...

Deixa ir, deixa ser...
A vida tem um fluxo perfeito. O desgaste de mudar o fluxo é que causa a dor.
Deixa ser o que é.
Deixa livre.

Deixa vir.
Há um curso natural. Não é forçado, não é medido, não é imposto, simplesmente é.
Deixa ser, deixa fluir.
A simplicidade, naturalidade e beleza estão no simples fato de ser. Não essa beleza padronizada,  esteriotipada, que os olhos podem ver, e sim aquela beleza que emana da autencidade vivida.
Deixa acontecer o que aconteceu dentro.

Deixa ser, deixa ir.

A vida pede pra viver...


No sossego...

No sossego quero estar... Minha moradia é de paz... E de todo esse movimento que se impõe quero distância.

Minha vida é mar calmo, as ondas só quebram no raso, no profundo só há calmaria e paisagens encantadoras que nem todos podem ver...
Nem todos mergulham.





Cresci!

Cresci!

Não tenho medo do que julgam risco. Não meticulo atitudes para viver o que de tão natural forma se achega. Não aceito o não como fim. Cresci, e o não é a porta fechada que me direciona para uma porta ainda maior, e melhor.
Digo e repito: O Não é um SIM bem GRANDE  para outra direção.
Cresci, só isso! Convivo comigo e minha companhia me faz bem. O outro vem como presente divino, e admiro todas as suas curvas. A felicidade já não está no outro...
Dois se tornam Um, mas quando sós são Um também, não são metade.
Cresci! Agora detalhes são grandeza, sorrisos são reluzentes e indispensáveis, olhares são textos entregues... São segredos revelados. Os momentos são breve eternidade... São lembranças sem fim.
Cresci e agora a leitura da vida é outra.
Nada é por dependência, não é por insuficiência... É simplesmente encontro, é simplesmente doação,  é amor,  e do bom...
Tu Hsiang disse: ..."Vocês, cavalheiros, ainda não fizeram o que de melhor lhes é possível. O que perderam no incêndio é uma p…

"Donde" sai tudo isso?

Donde sai tudo isso? De que maná surgem as letras, as rimas...  Como compõem a métrica? Como formam a poética? Como transparecem a alma?

Donde fluem essas águas? Essas mansas palavras, até a trovoada que faz o tempo virar, girar, mudar... Donde vêm?

A alma se entrega a elas, e formam palavras tão belas, criam acentuações, criam mais do que versos, vão além das prosas, simplesmente entrelaçam-se e no encontro suspirado  e suave do amor elas nascem.

Mas donde sai tudo isso? Essas cores desvendando amores vitais, pulsantes vozes e o silenciar mais povoado de palavras que há?

E essas melodias internas, essas risadas descompromissadas, essas imagens que formam o mundo nosso interno, que povoam nossas histórias, que romanceiam nosso sim, que desdobram nosso caos em simples toques angelicais?

Sai tudo isso de dentro, é um movimento sem fim. Tem de tudo nesse lugar de magia, fonte criadora e benigna, cheia de vida e amor, regada de poema e cor, de imagens tão belas, e sons tão singelos, de matas e ventos...

 …

O silêncio.

Às vezes o silêncio traz o ponto final que precisamos.


Em meio a tantos acontecimentos, tantas palavras jogadas ao vento,
palavras que refletem somente emoções superficiais e impulsos,
vejo que o silêncio significa mais e vai bem mais profundo.

O silêncio traz a voz que somos nós.


Faz lembrar e ver pelos ângulos corretos,
a lente interior é usada e tudo fica nítido e nada mais razoável do que encarcerar as palavras para direcionar as ações.

Tanto falado,
tão pouco dito.

Silêncio.


A quietude é capaz de expor as mazelas e reviver as potencialidades.


A resignação e viagem ao centro do 'eu' realiza os verdadeiros milagres.

Porque ouvir é melhor do que falar.


Porque perceber com o toque sublime da sensibilidade é compreender a natureza da alma. 
É ouvir as suas próprias respostas.

...a felicidade!

A felicidade chegou, 
olhou a janela aberta,
queria ver se podia entrá...



Percebeu a porta encostada,
encheu-se ca  coragem toda e veio pra cá.

A felicidade é simples,
gosta de cores pasteis e às vezes põe-se a ousar.

Usa um vermelho forte,
e sai com um cheiro da sorte,
daqueles de encantar...

A felicidade viu,
que agora era o momento
de tudo reiniciá.


Já era um novo ciclo,
e mandou seu vento forte,
soprá e movimentá.

A felicidade disse,
bem leve ao coração,
que não deve-se amar,
aqueles que não têm amô baum...

Que quando a gente cresce,
não vive mais coisa tola,
a gente ama quem mostra,
que é gente disposta,
a viver as coisas boa.


A felicidade disse,
que quando a gente cresce,
não vive coisa moleque,
não é como neném...

Que quando se é menino,
se age como menino,
mas quando se é grande não pode sê assim não...

A felicidade entrou e disse que vai ficá,
tratou logo de arrumá um lugá pra se encostá.
Expulso a dúvida e o não...
Disse: sai daqui coisa ruim! Sai daqui limitação!

A felicidade é ve…

...eu quero!

Quero ter um portão de madeira,
movéis rústicos...

Quero luminárias feitas de amor,
simples e únicas...

Quero toalhas felpudas,
um chinelo velhinho,
um grande revisteiro e potes grandes para toda a pipoca que ainda irei comer...

Quero uma parede de quadros e punhado de dvds,
de todos os tipos,
para todos os meus humores.

Quero uma hortinha ou um belo pé de pimenta vermelha...



Quero uma mochila pronta pra ir e um abraço quente pra ficar.


Quero os cílios, os cheiros e os risos.

Quero raízes cada vez mais fortes...

Quero um relógio que me lembre a Inglaterra,
quero grandes panelas,
e temperos sem fim...
Quero alecrim para dar um cheiro,
manjericão para saborear,
quero cominho,
pimenta calabresa quero sim...

Quero um jeans velho e desbotado,
e uma alma amada pra viver junto de mim...

Quero um docinho pra depois do jantar,
um chocolate pra tpm,
um livro para reler e ouvir Tulipa Ruiz.

Quero caminhar todos os dias pela manhã,
e pensar no amanhã sempre com um dia melhor.

Quero desodorante sem…

...voluntariado cidadão.

Porque de que vale o saber se não for dividido?
De que vale o amor se não for partilhado?
E a instrução e a experiência de que valem?

O sentido das coisas está em como são empregadas...

Outro dia quando estive no Calle. Projeto realizado na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana no Rio de Janeiro, pude experimentar o quão bem faz admirar a execução da humanidade, da solidariedade, da doação.

Ao assistir duas aulas de inglês ministradas por Carol Fortez, turista espanhola que voluntariou-se no projeto para doar seu tempo e talento em ensinar, pude ser agraciada com tanto amor e tanto zelo pelo outro que por tal fato hoje escrevo.


Partilhar, dividir, exercer cidadania, ser o que espera-se do outro é o princípio da mudança.

Projetos como o Calle são um prêmio para tantas pessoas.
Para os que se doam e para os que recebem.

Creio eu que quem doa-se ao próximo é o maior recompensado.

Ter não constrói o SER.

Sinto-me invadida pelo anseio de divisão. De veícular o acesso que tenho, o pouco que sei …