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Peteleco.

Ando tão sensível que um peteleco faz um furo. Deus me livre dos petelecos. Deus me livre dos furos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Quem não sabe ler nem ver o óbvio, precisa de muitas respostas.

Chega de declarações. Vem-me o silêncio.

Não que nele não haja sentido, contudo faz-se mistério àqueles que nele não vêm tal sentido.

Chega de versos e prosas.
Quem não sabe ler nem ver o óbvio, precisa de muitas respostas.
Quem não sabe de si não pode ver o outro.
Quem quer os limites finge desejar o ilimitado para não se sentir tão pequeno.

Nós desatados.

Quanta aparência esconde o invisível. Mas não tem sentido tal cena, o subtexto é menino.
Tal fato não é abrigo.
Esconder-se é perigo.
Indigente de si em um barril de pólvora latente.
Não se esconde a fumaça. Segue-se o rastro e vê-se donde veio a fagulha.
Pode ter sido apenas de uma bituca... e fez-se o estrago.

Não importam as respostas e sim as perguntas... a questão é essa.
Se vem a dúvida, essa já é a resposta.
Se vê-se outra porta, essa é a resposta.
A pergunta é a resposta: Já diz que o questionável não é dominante, há lacunas.

A folha está em branco?
Não, nunca.
Já está escrita, com suas exclamações, pontos e vírgulas.
Tem que aprender de escrita, de interpretação, de literatura da vida.
Tem que entender a utilização dos conectores nas frases ditas...

Simples assim,
parece que sabemos do outro e nunca do que diz em si.
De certo é que sabemos sim.
Sempre soubemos.
Nunca dizemos.
Muitas vezes não queremos.
Mas: sabemos.

"Pra quem não sabe amar, fica esperando alguém que caiba no seu sonho." Cazuza - Blues da Piedade 









segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Palavras já não me dizem coisas...

Não fale comigo. O que tens a dizer?

Há prontidão em minha alma em Ser.

Não atravessas o mar... As ondas são susto? A quebração logo passa e ali está a calma...

Não me cante uma música se não tens o teu ritmo... Os sons são palavras emudecidas em suas letras melodicamente escondidas.

Corre! De si não vem aquilo que queres, não tens a mão no arado, somente vês os trabalhadores irem a luta.
E tu?

Vai-te, some nesse vácuo que te preenche agora. Não podes viver o denso, não podes contê-lo então dá-se à superfície e pronto.

Quantos anos queres para ver?
Quantos planos queres ter?
Quanto estás disposto a viver?


Não fale comigo. Palavras já não me dizem coisas. Não é assim que preciso.

É do que é livre que quero. Do que é grande, maduro e sincero. Do que se mostra e se abandona à si.
É do sim. É de mim.

Vou além. Eu vejo. Quero.

Minha alma tem prontidão em Viver... Em sê-lo...

Nunca mais fales comigo assim... Teu medo me emudece...



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ele e ela - Plateia de um

Ele era encantável aos olhos nus
A face agradável que buscam os desejos crus
Nada do era em si era revelado assim, ao simples olhar
Como uma caixa de pandora eram as surpreendentes coisas escondidas atrás de suas cores pálidas
Era guardado dos outros e exposto ao seu caos

Ela era grandemente doce
Dada a todos com coração
Amante do cuidar
Do toque e das palavras
Era cheia de coragem que a vida obrigou-lhe a ter para ir em frente e sobreviver


Ele era poesia
Ela era texto

Ele era verso
Ela era prosa

Eles eram almas estranhamente parecidas
Ele ia sem pensar
Ela pensava demais para ir
Ele jogava com o olhar
Ela não sabia brincar de seduzir assim

Nas tormentas de uma cena vivida viraram plateia única, unida
Plateia de um

Esses mundos encontraram-se mesmo já estando juntos na vida
Toque, lábios
Pleno contato
Ritmação que dizia palavras que não foram ditas, somente sentidas, somente mexidas
Um mundo de grandes possibilidades
Daqueles calores que dão verdadeiro sabor a vida

Eles eram parecidos e não sabiam
Ela desejou a quentura do querer ser um
Ele não soube o que fazer

Foram plateia de um
Plateia de um

No fundo
Em si
Ele só buscava cuidado
Era de tudo porque buscava ser um em outro
No fundo
Em si
Ela cuidou de todos
E nunca cuidou de si
Quis ser toda enfim

Agora ela acordou
Agora ele se foi

E foram feitos plateia de um
Foram plateia de um amor possível...





sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Piscina ou mar aberto?

Percurso final para que mais um ano se vá. E estou assim: descansando em mim.

Não há lugar mais honesto do que o Eu.

Nada mais sincero e diretivo.

Uma agitação envolve o todo. Tantas e tantas coisas a serem feitas. O trabalho não para. É como se continuamente estivéssemos guerreando, sabe-se lá com quem, contra quem... mas nunca para.

O tempo é uma máquina de tortura para esses dias. Nos assombra. Nele não cabe o dia e nem a noite. Não cabe. 

A mente fragmenta acontecimentos com míninas palavras. O tempo, a pressa... 

Nesse percurso final de 2011, depois de abrir uma escotilha esquecida no alto da alma, resolvi: descanso em mim.

Claro, não é possível ter descanso no Eu tal qual enxergamos na literalidade da palavra, porém há certezas e concretude nesse descanso. Há clareza e postura nele. Há aceitação do que há no Eu, há aceitação da complexidade.

Clarice Linspector já falava do eu de forma intensa e poética, enlaçadamente complexa. O estudo do pensamento, da alma, emoções e suas linguagens é  - estudo atual e "sempre". 

"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."

Mesmo sendo tão intenso esse descanso, ainda é melhor do que a superfície que oferecem-nos.

Não dá pra nadar na piscina tendo um mar tão grande a vista. Não se pode negligenciá-lo. As águas paradas e a visão do fim do espaço onde se reservam, ou o cheiro da brisa, o movimento das águas e o sol pondo-se ao infinito?

Piscina ou mar aberto?

Eu me respondi e estou nadando. Há pessoas que não se respondem exatamente porque não se perguntam. Há pessoas que não se olham. Não se deixam ver. Claro. Posições custam e causam transtornos. Coragem para ir além do que se vê é o que move aquele que deseja chegar ao fim de um trajeto, aprender no percurso e vestir a roupa devida para tal travessia. Para não ter fome nem frio. Para estar cuidado no caminho previsto, ainda que esteja certo que o imprevisto é o certo a ser visto no caminho.

Claro, não preciso revelar onde nado. Minhas braçadas são únicas. Ninguém nada por mim. Mesmo se alguém pedisse tal honra, eu não poderia deixar. A oportunidade de sentir o que as águas proporcionam é de quem as braçadas dá.


"Tenho uma paz profunda, somente porque ela é profunda e não pode ser sequer atingida por mim mesmo; se fosse alcançável por mim, eu não teria um minuto de paz."
Clarice Linspector. 


Quem somente guarda o que tem não multiplica.
Quem olha o tempo não semeia.
Quem tem medo do que não domina será dominado pela vida que fácil
 e gélida que foi escolhida.
Piscina ou mar aberto°
Tenha medo não.
Há salva-vidas...

 

O certo, o errado e a vida

Tanta coisa envolve esse tema. As situações são prólogos de das próximas cenas.

Uma novela prepara a cada dia a próxima cena, desenha a caminhada das personagens. Os expectadores acompanham passivos o desenrolar da trama, vivendo suas emoções com intensidade e torcida.

Falando da vida que inspira as tramas, corre assim. Uma teia. Uma cadeia como a cadeia alimentar. Ações, reações e resultados.

As palavras são lançadas, como refere-se a bíblia, produzem resultado.

Mesmo quando não se age, se age. Mesmo quando não há querer, há mudança. "Tudo  muda o tempo todo no mundo".

E o certo? E o errado? E a vida?

Refiro-me à bíblia como referência neste post pois sua sabedoria é milenar e sobrevive às mudanças temporais, transforma pessoas e trabalha o "ser" interior em sua real aparência.

Diz assim: O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.


Há planejamento. Há direcionamento, porém no caminhar dos dias, anos e tempos, os fatos transformam a história.

Durante o ano traçamos uma linha reta, cheia de objetivos e palnejamentos esmiuçados, mas enfim ao término vemos que não alcançamos 60% do que desejávamos. O caminho foi mudado. Houveram outras propostas. Os acontecimentos alteraram o curso.

A vida se propõe. Vejo as histórias da vida de tantos amigos passar por mim nesse momento, ouço a voz de tantos personagens gritarem

sábado, 26 de novembro de 2011

O que vi hoje confirma o que penso.

Hoje presenciei um assalto. Um carro e duas motos enquadraram um outro veículo e roubaram sua mercadoria. Foi triste, e a impotência em relação à situação frustra.

Ver aqueles homens e jovens fazendo tal coisa reforça meu desejo de trabalhar cada vez mais para inserção da arte e cultura na vida dos jovens e de todos aqueles que se abrirem para a oportunidade do novo.

Vejo e conheço crianças que nunca foram ao teatro. Adultos que nunca tiveram contato com manifestações artísticas e nada sabem sobre o mito da caverna, sobre a cultura grega e suas ricas influências no desenvolvimento das artes e sociedade, nada sobre Machado de Assis e sua importância para a literatura brasileira, nada sobre o município onde moram e seu desenvolviemtno social e político. Nada... seu entretenimento é a televisão, o bar, a noite e suas portas largas... Leitura? Nem pensar em mostro mais pavoroso!

O povo sofre por falta de conhecimento. O conhecimento transforma o ser, pluraliza as palavras, aumenta o campo de visão interna e externa, modifica as prioridades, impulsiona, traz questionamento e ação.

Concordo com o posicionamento de um dos principais autores do Curriculo quando refere-se à formação de pessoas sob forma organizacional operária. Quando observo a educação sem compromisso verdadeiro com a formação do cidadão pensante e distinto por suas habilidades internas.

Quando penso no ofício do ator hoje, no ofício do homem, do ser e sua resposabilidade social, coloco-me na posição de instrumento veícular para tal trajeto.

Lembro-me dos rostos e das risadas de crianças por todo o Rio de Janeiro, por onde passei com meu trabalho. Com meus textos, com a Trupe e a energia dos atores que se doaram a eles.

Falando de forma divertida sobre a importância do cuidado com a natureza e o planeta.
Uma forna de cooperar enquanto cidadã, atriz e produtora com tudo o que realmente importa:
A Vida.

Lembro-me dos adolescentes perguntando onde achariam o conto Fernando e fernanda de Machado de Assis, dos olhos atentos, dos risos constantes e estimulantes, das explicações sobre o que entenderam, da novidade recebida, aqueles que muitas vezes nunca haviam presenciado tanta energia em universo visto e imaginado com  tamanha agilidade e ludicidade.

Falando de autores nacionais, que marcam a vida e o universo literário e suas fases.
Divertindo e ensinando.
Esse é o intuito na elaboração dos textos.


Ver aqueles homens hoje trouxe-me a certeza de que preciso levar mais do que tenho levado. Pensar cada vez mais no todo. No outro, em mim, na minha profissão. No que temos para oferecer de nós e do que nós adquirimos ao outro. Da importância dos atores que trabalham nessa empreitada. Daqueles que percebem sua real função e sua tão nobre vocação.

O conhecimento liberta.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Putz! Desabafei! Ai que bom...

Putz! Tenho que falar.

Esse negócio de site de relacionamento às vezes enche. Tem um monte de gente escondida atrás disso.

Putz! Quando será que algumas pessoas terão a coragem de DIZER DE VERDADE? De SER DE VERDADE?

Até quando se pode conviver com essa camuflagem tola?

Recebi uma mensagem outro dia com intenção ofensiva ou pode-se dizer "sutilmente" ofensiva...

Sabe quando você alfineta alguém e finge de morto? Assim foi.

Putz de novo!

Eita gente infantilóide.

TIRA A MÁSCARA Ô DO CAMUFLE!!! ASSUMA-SE!

COM O TEMPO APRENDE-SE O VALOR DE TER VALOR.


Quando não temos afinidade com alguém não devemos tê-los em nossa "rede real", e não fazem parte da minha. Não fazem parte da minha vida e do meu círculo de amigos. Sabem disso. Apesar de estarem em um endereço eletrônico compartilhado. Quem é bem chegado sabe que é. Quem não é também.

Eu não me interesso por desvelar a vida de ninguém, enfim, esses sites são para divulgação do meu trabalho e da minha produtora. São para conectividade, para crescimento de laços profissionais e reencontros reais de pessoas que já não têm oportunidade de viverem a proximidade dantes vivida. Não são para bisbilhotar a vida das pessoas com ocos intuitos. As pessoas que pertencem à minha vida já estão nela, e com elas tenho contato tátil, sentimental, fraternal e tudo o mais permitido aos relacionamentos reais expandíveis com o tempo.

OS NOSSOS DEIXAM MARCAS ESCRITAS EM NÓS,
QUE NUNCA SÃO APAGADAS OU PERDIDAS,
POIS ESTÃO REGISTRADAS NA ALMA.


Posso contar nos dedos de uma só vez a quantidade de perfis que entrei e li, ou mesmo vi os álbuns fotográficos.

Os que entrei foram de amigos pessoais, familiares, profissionais que comigo trabalham ou trabalharam . Os outros vejo pelas publicações sem maior profundidade.

Aí me aparecem essas "coisas" tolas pelo caminho. Putzzzzzzzzzzz! Ainda bem que já sou grande!

Interpretar na própria vida é tolice. A cena não volta. Não dá pra ensaiar mais vezes. Os momentos não se repetem e muito menos as oportunidades que recebemos para realizarmos nosso melhor. A vida é real, o virtual é uma representação daquilo que é tangível. Interpretar na própria vida é deixar de ter únicas oportunidades de experienciar os presentes concedidos de cada momento, de cada sensação, de cada fragmento do que somos.

NEGLIGENCIAR O QUE SOMOS É NEGAR A DÁDIVA
CELESTE DA VIDA.
PRESENTE DE DEUS.


Tem que ter personalidade para fazer ao vivo e a cores. Para falar ao vivo e a cores. Para SER e só.

Não impressiona-me somente as palavras ditas ou escritas. Impressiona-me o peso das atitudes, pois elas definem quem somos e não o que dizemos que somos.

A ação difere tudo.


Mas o que sai da boca procede do coração... Mt 15:18

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Caminhos Literários, caminhos da alma...

Tenho percorrido dois caminhos literários no momento. Um livro indicado pela minha professora de teoria literária para avaliação estrutural O FUTURO DA HUMANIDADE DE AGUSTO CURY e outro, de minha escolha, para alargar minhas fronteiras pessoais  A LINGUAGEM DAS EMOÇÕES DE PAUL EKMAN.

Carlos Drumond já falava do universo em um livro e da indisponibilidade das pessoas em frenquentá-lo.

Os dois universos em questão estão pela metade conhecidos, já há apontamentos sobre a estilística e sobre os encantos de seus conteúdos, mas posso salientar meu apreço pelos livros que possuem linguagem mais rebuscada e científica.

O tema A Linguagem das Emoções me encanta e de forma envolvente seduz-me. As letras  que compõem sua capa atrairam-me na estante de uma grande loja, e foi-me prazeroso comprá-lo.

As emoções, as intenções, os subtextos, a linguagem, esse verdeiramente é um assunto rico e extenso, que causa-me grande interesse. Tudo que dizemos sem querer, no olhar, no suspirar, no caminhar, no gestual, no vestuário. Todas as frases que dizemos através do que somos, ou através do que queremos apresentar aos outros de nós.

Essa semana observei como em um determinado dia fui observada... O modo, a forma,
a intenção eram legítimas e possuiam em si um tanto grande de
medo, de pensamentos e sentimentos não dizíveis.

O trabalho do ator é recheado de intenções e quanto mais apuradas, e detalhadas em suas expressões e profundidade, mais facilmente o receptor consegue "digerir" a mensagem.

Tenho trilhado um caminho intenso no mundo sensível dos sentimentos. Aceito como principal característica "de quem sou" essa inevitável singularidade no campo da "interpretação das almas", vejo-a como um precioso dom, uma visão que difere a vida. Difere o aparente e o real. Por tal motivo estudar a linguagem me é tão agradável.

Pretendo percorrer um caminho de estudo sociológico, um caminho cultural, com firme desejo e propósito de conhecer mais do outro e de mim através do percurso. Essa trilha é profunda e intensa, talvez não seja de interesse de muitos por assim dizer, causa-me tristeza perceber os interesses rasos e a distância que a maioria das pessoas têm assumido para sua própria história. Mas segue-se.

A interpretação da linguagem, dos sinais, da alma, para mim, são preciosidade. E são parte constante da minha vida.

Recomendo leitura. Recomendo navegação pelos mares do conhecimento, pelo novo, pelo renovo. Recomendo usar o espelho interno e ver-se.

Espero eu entregar parte de mim aos que puderem ler-me e entender a troca real que fortalece e enobrece a vida e seus motivos.

"Uma crença não é meramente uma ideia que a mente possui.
É uma ideia que possui a mente"

Robert O. Bolt 

domingo, 13 de novembro de 2011

Do coração para fora...

É SAUDADE do que poderia ser e não é.
Vontade de ir e medo de sair do lugar.
É desejo, dualidade.

Poderia VIVER e nada do que é deixar de ser. Mas cada sensação, cada pensamento, cada ação altera o futuro, altera a forma, transforma o movimento, o sentimento, tudo... como um efeito borboleta - aquele filme que todo mundo um dia já viu, uma cascata, um dominó que cada peça se encaixa.



Um filme já visto em mente, vivido, avaliado.

Ai, ai... complicado ser...


CADA passo dado está traçado, e mesmo assim parece que há um precipício à frente.

Como diz um querido amigo: está TUDO tramado. Não fui eu que tramei - isso digo eu, não ele.


Um personagem chamado Falcão que vive nas páginas do livro O Futuro da Humanidade, diz em uma bela cena em que recita um de seus textos:

Os fracos querem controlar o mundo; 
os fortes o seu próprio ser!!!

Eta ser. Eta ser...


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

OK to no branco há algum tempo...

OK to no branco há algum tempo...

Motivos? Falta de tempo.

Assuntos? Mil. Isso é o que não acaba. Claro, tantas coisas acontecem o tempo todo... tudo muda o tempo todo no mundo...

Estava eu, mera mulher carioca, indo e vindo nessa travessia que faço pela cidade todos os dias para o trabalho que estou envolvida em um shopping do Rio, observo.

Travessia. Essa é a palavra que tenho vivido. As cores da cidade, das luzes que a iluminam, os carros em velocidade, o vento, as pessoas e sua diversidade são atração e um pouco do que difere o dia a dia.



Levo os sorrisos que vejo, os cheiros que sinto, as risadas que dou, as intenções que vejo... levo tudo em mim por essas travessias.

Parecem-me às vezes universos distintos e verdadeiramente distantes. Não distantes por kilometragem e sim por costumes e necessidades. Tantas diferenças. Ao mesmo tempo tantas similaridades.

Travessia

Nomearei os detalhes e o sumário das informações que virão. Tudo  a seu tempo, por agora, sono e lembranças das luzes que estavam pelo caminho de volta em uma dessas noites abençoadas em que Deus trouxe-me para casa e em minha cama descansei.



Agora sigo para ela, a cama que me espera e por quem anseio encontrar...


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Começa dentro, acontece fora.

Tudo começa de dentro pra fora.

Ok! Já sei.

É que às vezes estranhamos esse "samba do crioulo doido" que acontece em nós.

Está tudo programado para ser certo, exato, correto, bem feito... Tudo calculado...


Porém, há de se entender que nada está tão confirmado. Pelo menos por nós!

Em pensar que traçamos tantos objetivos quando iniciamos o ano. Promessas e tudo mais fazemos a nós mesmos.
Visonamos, direcionamos, mas enfim, não comandamos de fato o destino.

Parece-me que ele está por si só trabalhando, se é que posso falar "por si só".

Olhando de fora ninguém sabe o que há dentro.
Olhando de fora todo belo é príncipe.
Olhando de fora estamos de fora mesmo.
Esse movimento interno é que faz o resto acontecer.

Essa vida que recheia.

O calor, o humor e as coisas que fazem ferver o interno ser. Vozes que os outros não ouvem, mas que se forem gente daquelas que sentem as almas, vão ler os detalhes, os sentidos, os olhares, o ser.

Tudo começa de dentro pra fora.
Do ônibus indo para uma breve visita a Minas Gerais observei o que havia fora.

Tiradentes - MG

Fora de mim, através da janela, cortando os munícipios, mudando os estados, os sotaques, os ares.
Há um mundo fora e que dentro podemos vibrá-lo.

São João Del Rey - MG


Não se pode minimizar o tanto que há. E ainda há tantos que olham para seu mundo como se fosse uma dimensão imensa.
Há tanto lá fora.

Sim, eu sei: cada um é um mundo. Eu também.
Sim eu sei: O que está fora só tem sentido quando realmente visto e sentido pelo que está dentro.
Mas se o que está dentro estiver em desequilibrio, desarcordo, torto... então nada do que está fora terá sentido.

O que está fora só tem sentido quando o que está dentro é perceptivo.

O cheiro dos momentos, a poesia dos olhos, as palavras fortes não ditas, as verdadeiras vontades reveladas nas exclamações colocadas, as perguntas, as respostas já dadas... não posso deixar de falar na energia dos lugares, seus tempos, seus ventos, sua gente... na beleza das histórias, no curriculo dos laços, nas confissões que silêncio traz, no bom incômodo pela movimentação contida em si quando não se faz o que se quer... os estampidos da cidade, as cores, os bares, o cheiro do mar livre... tudo...



O que está dentro tem que Ser para Ver, para Sentir, para Estar.

Tem que ter olhos para ver as verdadeiras paisagens e não deixar simplesmente passar sem registrar em si. Sem absorvê-las, desfrutá-las. Vivê-las.



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Festa estranha com gente esquisita


Beleza, sou assim mesmo. Gosto de gente de verdade.

Não escondo o que sinto. Não finjo.

Às vezes assusto quem tem medo de ser, mas fazer o quê?

Sou o que sou e quando o que sou não basta, eu mudo.
Sem medo de mudanças, sem medo de perguntas e respostas.

Às vezes a vida se parece com os versos de uma música do Legião Urbana que diz assim: 


"Festa estranha, com gente esquisita..."



Gente escondida, sendo amáveis e simpáticas on e off se mostram em um reino TÃO, TÃO DISTANTE como no filme Shrek. Tanta bobeira... tanta coisa falta de sangue, de toque, de papo. Tantos mundos interessantes... cada um é um mundo.



Incrível conviver, ver e viver nessa novela realística. Histórias escritas por verdadeiros personagens.


Ai, ai... e ainda falam tão mal dos atores. Falam daquele que tem por profissão ser ator, daquele que representa o que não é.

O que dizer daquele que é e fingi não ser?

Outro dia disseram-me: "Ah... esses atores mudam de namorado, marido, tudo muito rápido..." e a coisa continuou por um longo tempo. O meio artísitco é um assunto vasto e fácil de ser desenvolvido... Respondi algo que acredito:

Prefiro aqueles que mudam de par porque não estão felizes, do que aqueles que continuam com seus pares infelizes, e os traem para terem felicidade. Mas vale a sinceridade para consigo do que a hipocrisia para com todos. 


Para serem pertencentes ao molde social estabelecido, infelicitam a tantos.


"Festa estranha com gente esquisita, eu não tô legal..."


Eu não quero ESSA birita!!!


Querendo saber ou não, tá todo mundo junto: joio e trigo, doido, matuto, estranho, normal, sem graça e tal, tudo e todos... tá tudo aí.


E seguimos assim, supreendendo-nos a cada capítulo, mesmo que esteja programado e já escrito, as interpretações sempre supreendem.

domingo, 4 de setembro de 2011

Ethan McCord e tudo o que fazemos quando somos doutrinados

Assisti ao programa Dossiê e fiquei muito sensibilizada com a matéria sobre Ethan McCord.

Ethan McCord fardado.

Ethan é um ex-soldado americano que esteve na guerra do Iraque. Seu nome e de um amigo ficaram conhecidos pela publicação de uma carta de desculpas ao povo iraquiano pelas atrocidades que cometaram juntamente com o exército de seu país. A carta causou muitos danos ao soldado (que teve seus filhos ameaçados de morte e obteve a repulsa de vários ex-combatentes)  mas trouxe um pouco de paz a seu espírito, visto que em sua declaração ao Dossiê disse que será assombrado até à sua morte pelos rostos das pessoas que matou. Armadas e desarmadas.

Foto de mortos na guerra iraquiana

O caso do Ethan me remete à outros milhões de casos. Pessoas são doutrinadas todos os dias em locais completamente diferentes pelo mundo afora. Em nome de Deus, do país e de tudo o mais elas são fantoches nas mãos dos que as manipulam.

Ethan McCord - ex-soldado americano que esteve na guerra no Iraque

Muitas vezes nos transformamos para pertecer a um lugar, para fazer parte de determinado grupo e nem percebemos. Mudamos nossas roupas, nosso jeito, tudo para sermos aceitos e não conseguimos enxergar o que essas influências estão fazendo ao que somos.

Ethan revelou que fora disciplinado de tão maneira (juntamente com os outros soldados), que era uma ordenança aceitável em sua mente a matança à todos os iraquianos. Se uma bomba explodisse e jovens estivessem jogando futebol em um campo próximo: eram mortos. Se fossem atingidos por algo de surpresa e à sua volta estivessem mulheres e crianças em um quintal: eram mortos. 

Sua mente mudou e o fez pensar na crueldade que estavam imputando àquelas pessoas inocentes quando transportou duas crianças em seu carro de combate. As crianças conseguiram levar seu pensamento aos seus próprios filhos. Já não atirava nas pessoas e sim em telhados, pois se não atirasse seria punido. Então fingia.

Todas as pessoas que vivem em grupo ou são forçadas a pertencerem à determinado grupo de trabalho, são muitas vezes conduzidas ao erro. Algumas pessoas dizem: ela não está vendo que isso é errado? Ele não sabe? Posso dizer por experiência própria que às vezes não percebemos que nossa consciência está sendo cauterizada bem à nossa frente.

Muitas vezes andamos juntamente com pessoas que não percebemos quem são e seus reais interesses. Existem mensagens que são enviadas à nossa mente subliminarmente. 

Lembro-me de uma vez que fui fazer um teste para um comercial da nissim miojo. Voltei do estúdio maquiada e arrumada e fui direto para uma reunião em uma determinada igreja. Revivo esse instante ao escrevê-lo... as pessoas olharam-me com espanto e julgaram-me por estar tão arrumada e chamando a atenção. Posso lembrar a sensação ruim que senti, o peso e a culpa. Senti-me errada por estar tão bonita. Incrível isso.

Eu quis pertencer e mudei o que não precisava, pois a mudança no homem deve ser interna. Isso é o que realmente interessa e transforma todo o resto.

A ambiência proposta, aquela sociedade, aquelas regras impostas ao lugar estavam gritando ao meu psicológico: ISSO É ERRADO! MUDE!

As regras que Ethan viveu o transformaram, feriram com a dor interna que não pode ser mensurada por ninguém. Muitas pessoas sofrem isso. Em casos ligados às suas profissões (como no outro post sobre a atriz Mariana), religiões, famílias... culturas... pensar nas meninas que são mutiladas ainda em crianças e têm seu clitóris arrancado pois só o homem pode ter prazer é um desses horrendos casos. Uma avó disse que sabia que isso era errado mas tinha que fazer com sua neta pois ela também havia sofrido isso. É uma violência, uma mutilação no corpo e na alma.

Como podemos ser tão impulsionados pela massa? A sociologia fala dessa análise comportamental, dessa opressão que aqueles que se libertam sofrem para seguirem a boiada.

Graças a Deus existem pessoas que vão. Pessoas que no meio do que são obrigadas a viver conseguem perceber a violência que estão praticando a si mesmas e muitas vezes aos outros. Enxergam-se e vêm que não pertecem àquelas atitudes e muito menos àquela crença de que em nome de quem for podemos tudo, inclusive matar aos outros e à nós mesmos.

Essa violência interna acaba com o que somos. A depressão e tristeza, a repulsa e vergonha invandem a alma quando estamos agindo de forma desconexa com o que realmente somos e sentimos. Podemos permanecer por algum tempo no erro, mas fatalmente algo dentro de nós irá sinalizar que estamos na direção errada.

Uma pessoa para quem trabalhei na minha área explorou-me durante um longo tempo. Seu trabalho psicológico era tão bom e tão bem feito que fazia-me sentir útil, pertencendo àquilo... e feliz com isso. Algum tempo depois, quando "cresci" no que fazia percebi que havia uma exploração da minha amizade e inexperiência. Enfim, cresci e enxerguei. Mudei os fatos. Abandonei aquele trabalho, mas confesso que aprendi muito naqueles anos.

Assim são as coisas. Acontecem. 
É triste, mas muitas coisas servem de alicerce e direção para um futuro diferente.

Ethan é um porta-voz contra a guerra, contra a violência.

Somos capazes de cometer grandes erros, no entanto somos capazes de acertar a nossa vida e ajudar às pessoas que podem cometer ou estão cometendo os mesmos erros que nós quando seguimos nossas verdades e nos responsabilizamos pelo que somos e pelo que fazemos. 

Os acertos podem não repercutir tanto quanto os erros, 
mas com certeza são a melhor parte de nós.



Ela não está tão a fim de você >>> atitudes revelam o ser

Tudo bem. Certo é que somos assim: tão indefinidos.

O interior se faz desconhecido aos olhos, porém a grande revelação que ele faz é vista através das revelações demonstradas pelas suas atitudes.

O comportamento atitudinal nos esclarece tudo.

Muitas vezes não estamos dispostos a perder a visão romântica da vida, estamos na maioria das vezes desculpando as pessoas por suas fraquezas de caráter e erros. Mal do homem. Normal.

Mas tenho que dizer que as pessoas são o que são. São como são, são o que demonstram, e não o que falam.

Uma coisa é a poesia lida, outra coisa é a poesia interpretada. Causa mais impacto, faz uma grande diferença.

Eu vi um filme (tem um bom tempinho) chamado ELA NÃO ESTÁ TÃO A FIM DE VOCÊ, o filme fala um pouco disso. Relata a visão complexa da mulher e a simplicidade masculina, tipo: se ele não ligar é porque não quer, se ela não ligar está fazendo charme. Revela a complexidade das realções, escolhas e aceitações. Concordo com vários pontos de vista exibidos no filme e posso dizer que no convívio social acontece o mesmo. Muitas vezes vemos o que queremos ver e pronto.


Lembro-me de Judas e Jesus. Jesus convivia com Judas e sabia que iria traí-lo, porque enxergava muito além do comportamento exibido nas reuniões públicas e pessoais, Ele sentia o que realmente havia dentro dele, via com "outros" olhos, aqueles que podem verdadeiramente qualificar alguém.

Isso é impressionanete. Quando relacionamos a caixa (ou o jarro) que Pandora despejou sobre o mundo lembramos das surpresas que podem estar escondidas bem à nossa frente, dentro que caixas belas, jarros decorados e ornamentados com pedras preciosas, mas que expelem substâncias que podem causar doenças e trazer desgraça.


Somos na maioria das vezes passionais embora devessemos ser diretivos e sensíveis às demonstrações atitudinais, inclusive as nossas. Penso que muitas palavras que já disse eram apenas esboços do que realmente gostaria de revelar, que muitas vezes fui moderada com o que não devia e complacente com o que não havia merecimento. Essas experiências vão definindo com o tempo o que somos e nos aperfeiçoando para sermos o que fomos projetados para ser.

Acredito em projeção. Creio que todas as coisas cooperam jutnamente para o bem.

Quando nos iludimos com o outro perdemos a chance de valorizar àqueles que estão à nossa volta e muitas vezes não enxergamos. Deixamos de dar a honra a quem tem honra.

Existem pessoas que gostamos, qualificamos, perdoamos e queremos ter por perto, mas que na verdade são como aquele chocolate Kinder ovo: gostosos por fora, mas dentro vem um monstrinho!!!!


domingo, 28 de agosto de 2011

O desequilibrio e as compensações

Estava trabalhando hoje no Iguatemi e escutei uma gritaria, palavrões e tudo mais. Parecia-me uma briga. Fui olhar. Era uma jogo de futebol em que as estrelas eram adolescentes.

Da janela do estacionamento...

Do quarto andar ouvi aqueles gritos e palavrões que não condiziam com aqueles corpos em definição e crescimento, porém era uma compensação.

Um time havia atacado, goleado, e para compensar a sensação de fracasso as bocas enchiam-se de palavras que extirpavam aquele sentimento de frustração.



Quando algo nos desequilibra procuramos compensar de alguma forma.

Fiquei observando aqueles meninos e outros fatos passados vieram à minha mente como que em cenas sequenciais.

Lembrei-me de um trabalho que executei dia desses e que em um momento toquei na pele de outro profissional. Na mesma hora percebi sua reação de esquivo e a sensação que tive no momento era que se pudesse ser dito um texto seria:
 "não me toque!!!!"

Não houveram palavras, mas houve essa liberação de energia que fala sem que elas sejam necessárias. Conclusão: normal. Há um desequilibrio entre nós, portanto a compensação para isso é o afastamento.
É a compensação.

No caso de uma jovem americana que morreu esfaqueada por um homem que ajudava através de cartas de incentivo e auto-ajuda, sua compensação a matou. Sua mãe declarou que por todos problemas psicológicos desencadeado por sua obesidade, a jovem compensava as dificuldades e traumas sentindo-se importante para outros através do serviço social. Amenizava sua frustração assim.

De cada um a cada qual. Isso sim é a realidade.

Certo é que compensamos sim! E compensamos tudo que nos desequilibra.

Falo por mim, sei quando não estou harmônica, a quantidade de tecido adiposo no meu corpo aumenta enormemente. E COMO! Nas duas formas que podem ser usadas a mesma palavra. É a minha compensação.

Mas esses são exemplos bem simplistas sobre um assunto tão profundo e sério.

Existem pessoas que só funcionam se estiverem em grupo, não conseguem SER se estiverem sozinhas. Ficam fracas. O grupo compensa a insegurança que sentem sobre quem são e o que pensam.

Algumas gostam de menosprezar para sentirem-se superiores. É a forma que encontraram de esquecer a visão de inferioridade que têm de si mesmas.

Tantas formas de compensar... Andar com pessoas em que possa facilmente exercer a dominação, dedicar-se completamente a algo que exclua outras pessoas por dificuldade de relacionar-se socialmente, envolver-se emocionalmente com pessoas que julga mais infantis para sentir-se maior...

Pena muitas vezes não termos coragem de encarar essas fragilidades e dispor-nos a vencê-las aonde realmente foram geradas. Em nós. Lá naquele lugar que ninguém conhece e nem vê, mas que nós sabemos e conhecemos muito bem o caminho de ida e volta.

Se nós formos com certeza voltaremos melhores e maiores em nós. Eu sei, as compensações não findam, são substituídas... contudo com plena certeza seriam mais facilmente descartadas do curso vivido.

E vou comentar uma coisa: as pessoas falam muito!

Certo dia ouvia algumas reclamações e sinceramente cansa-me os tais embates verbais exaustivos que normalmente em nada alteram fatos.

Falar é a compensação para o descontentamento.

Fazer seria a melhor solução para ele, mas falar é mais fácil...

Tenho prezado o silêncio e sua linda e majestosa voz.
Voz? É. Só ouve quem fica em silêncio e aquieta seu espírito.

E as compensações?
Deixa pra lá...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Essa gente linda merece parabéns!

Sol, sol, sol...

Debaixo daquela cor prateada ou dourada lá eles estão.

Vi esse rapaz hoje em Duque de Caxias no Calçadão da José de Alvarenga e fiquei a observá-lo.
Marcos Costa - 30 anos

Uma moeda caía em seu pote e ele se mexia, mandava um beijo, dava um sorriso e assim passava seu dia. Mais um dia em seu trabalho.

Parei para falar-lhe e perguntei se era ator, ele respondeu-me que não, mas que estava atuando ali.

Preparamo-nos em escolas para fazer os papéis que nossa profissão nos propõe, mas aquele ali estava preparado pela necessidade para fazer aquele papel.

Simples?


Parado?

Pode ser que sim, o grau de dificuldade não pode ser medido por isso.

A medida está na necessidade. Na busca. Na coragem e disposição.

Caracterizar-se e pôr-se na rua.
Dar a cara a tapa.

Por uma moeda?
NÃO! Por sua dignidade. E só.

A vida ensina.
Profissionaliza.

Parabéns querido Marcos Costa!!

Sucesso aos artistas de rua, aos artistas da vida!

Tem que ter o sangue quente, a coragem latente e a esperança no coração.

Viver é estar à mostra!

Beleza então! Vou ouvir a voz!

Sei lá o que acontece...

Somos estranhos eu acho. Enfim, tenho certeza.

Olhamos as outras pessoas com os olhos das nossas necessidades. Adornamos, qualificamos, colorimos e vivificamos de maneira tal, que pouco percebemos o que elas realmente expõem.

Muitas vezes o percentual que recebemos não se assemelha ao quantitativo que ofertamos.

As pessoas são grandes caixas com enormes surpresas. Na maioria das vezes somos nós que permitimos que essas surpresas tornem-se aterrorizantes e sejam elementos de influência frustrante.

Ninguém consegue se enganar.

Não se pode esconder uma luz embaixo de uma cama, ela com certeza brilhará e se mostrará à todos. Assim são as coisas.

Uns dizem nosso íntimo, outros dizem alma, alguns intuição ou sensibilidade, tantos nomes... eu poderia dividir a seguinte classificação: coração. Essa palavra une todas as outras apesar de ter uma conotação romântica da vida e seus pertinentes sentimentos.



O coração por assim dizer revela-nos direções. Essas inclinações dizem coisas sobre fatos e pessoas.
Essa bendita clarificação é a resposta para a pergunta que ainda nem feita foi.

Costumo pensar que essa voz interior é a direção correta para tudo na vida. Tive muitas experiências com ela. Todas as vezes que a desobedeci, arrependi-me.

Recordo-me de uma vez que estava indo apresentar um projeto teatral em uma instituição e depois iria direto para outra. No meio do caminho, enquanto dirigia senti aquela voz dizendo para que fosse direto para a segunda instituição, mas não dei ouvidos. Argumentei: Não, primeiro vou para essa e depois para aquela. Continuei sentindo que deveria ir em direção contrária, porém não fui. Dirigi calmamente e quando cheguei lá o bendito lugar não existia mais... o que dizer? Meu coração me avisou, A VOZ que afirmo proceder do CÉU >> vejo-a como um toque de Deus<<  falou-me com clareza e fui negligente. Gastei álcool. Aprendi.


É, quem não ouve conselho ouve coitado! Provérbio popular besta e certo!

A melhor coisa que podemos sentir é aquela sensação de ter sido fiel a si mesmo de tal maneira que não cabe em nós arrependimento ou medo. A segurança da escolha está plena e viva, tornando-os mais diretivos e ousados.

Devemos acreditar no que somos, no que sentimos, no que cremos. Isso independe do todo, independe do outro, independe do futuro.

Cada um dá conta de si mesmo e só.

Melhor ouvir a direção e seguir. Às vezes o que nos é revelado nos estranha, entristece, muda os rumos, mas com certeza é o melhor para o que o que está por vir venha.

Ouvir essa direção é um presente. Não conhecemos o desconhecido, mas alguém conhece... e nos conta.


Siga e não se engane.





domingo, 7 de agosto de 2011

Tá na hora de crescer: mais. Lagarta, borboleta e Matrix!!!!

Engraçado isso, ou estranho isso!

Chega um momento que o nosso ser interno parece ter sido acionado e pronto, é impelido a mudar.

As sensações internas que dizem CHEGA!!!!! são clarificadas à mente e discretamente aos olhos porém intensamente à alma, e são os ingredientes que simplesmente alteram todo o sabor do ser.

Aquela pimenta que força beber um copo d'água, aquele vento que força o uso do casaco, aquele grito que força a resposta: Por favor, pode falar um pouco mais baixo!

Esses momento singulares que provocam mudanças e atitudes são intensos internamente, recheados de questionamentos, pesos e medidas que somente quem os qualifica pode entender.

Incrível é que todas as coisas cooperam para que tais mudanças aconteçam.

Fazendo um comentário completamente pessoal: às vezes me parece que as pessoas são totalmente manipuladas por esse "destino", se é que posso dizer assim.

Enfim, graças a Deus temos que passar por isso, mudar de nível. Isso é bom demais, mostra o real valor das coisas e das pessoas.

Apesar dessa "rave" interna, no fim das contas todo mundo dança.

Depois vira "mpb", e um pouco após acalma, a brisa volta e o melhor chega. Como a borboleta depois da lagarta.



Esse momento de transformação não é determinado por nós mesmos, é acionado e pronto.

É como a pílila que Neo tomou em Matrix, mudou seu olhar e nunca mais ele pôde ser o mesmo, assim acontece.
A vermelha ou azul? Uma você fica o iludido de sempre, a outra te revela o que realmente é.
 Aquilo que está escondido nas entrelinhas da vida.

Não somos mais o que éramos e não podemos ser, a pílula foi tomada e já era. Vemos.

Vemos os outros e nos vemos. Isso muda tudo. Isso melhora tudo.

Ver-se como é causa o desenvolvimento do nosso melhor, potencializa e liberta.

Qunado sabemos quem somos, simplesmente somos!
Isso é o melhor: crescer.

Eu vi MATRIX.

Eu tomei a pílula!!!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Os pombos que andavam no Retiro...

Estive no Retiro dos artistas para uma reunião nesse sábado.

Enquanto esperava para começarmos fiquei fotografando uns pombos que ali estavam.

Calmos estavam, e eu também. A calmaria daquela ambiência nos fez ficar assim.



Talvez eu estivesse em um daqueles momentos que Cazuza dizia em sua música: "eu ando tão down...", só sei que aqueles momentos ali me foram um carinho.



Ao receber um boa tarde de um bom e velho artista que caminhava com sua bengala pude ver a vida... como passa... como é breve.



Aquele ar, aquela brisa, aquele som, aquelas pessoas dançando uma bela dança de salão completava o ambiente... o cheiro de café que vinha do bar, a escadaria do teatro... e os pombos... ah os pombos... sozinhos e acompanhados, feito eu naquele lugar.




Que muitos possam desfrutar daquele lugar quando estiverem precisando.


Digno.

Não sei o nome dele

Sou atenta ao que acontece pelas ruas onde passo. Gosto de observar as pessoas, as casas e tudo o mais.

Há uns dois domingos vejo um homem grafitando na rua do Bangu Shopping onde trabalho aos domingos fazendo maquiagem artística nos pequenos. Adorei o estilo dele, cabelo e vi sua obra sendo iniciada. Estava sem máquina e não pude registrar.


Esse domingo quando chegando ao shopping, fui olhar como estava o andamento do grafite e ele já havia terminado. Fiquei feliz e fiquei triste. Feliz pela obra linda que compôs e triste porque não pude fotográ-lo para dar-lhe os créditos devidos por tanta beleza.


Quantos artistas trabalhando por aí afora, tanta gente... tantos nomes... tanta arte acontece.

Mesmo sem saber seu nome parabenizo a perfeição e força nos traços. Simplesmente lindo.

Há tantos espaços na cidade que poderiam ser grafitados e valorizados por este trabalho. Pena que não haja um incentivo maior para o desenvolvimento de projetos que profissionalizem jovens nesse ofício. Ao invés disso muitos deles enchem a cidade com o lixo das pixações.



Essa casa está localizada na rua ao lado daquela pintura linda e é um verdadeiro desrespeito aos moradores. As pessoas trabalham, constroem, pintam, reformam suas casas e algum vândalo a decora dessa maneira. Tamanho desrespeito é inaceitável.

Não credito pixação como arte como alguns dizem. Credito como abuso. Não é molde e muito menos inspiração para ninguém, pelo contrário, causa revolta e raiva aos que recebem essa LINDA marca.


Essa placa está na na entrada do shopping. Que vergonha e falta de civismo pixar uma placa informativa.

Gostaria de salientar o fato de que a maioria dos jovens acham o tal ato da pixação emocionante por estar de alguma maneira opondo-se às regras ou infringindo as leis. Triste, mas verdade. Há muitos bairros em que tudo está pixado. Empobrece o lugar e causa uma grande sensação de abandono...

O incentivo ao esporte e arte na fase da infância e adolescência com certeza fariam diferença nesses hábitos.

A adrenalina que tantos buscam encontra-se também nas competições e desafios propostos. A descarga de energia é prazerosa e benigna para todos, para ambos os lados e não somente para um.

sábado, 30 de julho de 2011

Quanto mais o tempo passa menos o temos...

Estou cansada.

Lembro-me que antigamente tinha sono pesado e um tempo longo para dormir, hoje tenho o sono leve e não tenho o tempo, e ainda os dias parecem-me mais curtos ou o que quer que seja.

Chego a conclusão que quanto mais o tempo passa menos tempo parece que temos. Estranho isso.

O trabalho de produção é desgastante, a correria, o vai e vem, as coisas que faltam, que quebram, os imprevistos que são sempre previstos, tudo... ai... tem dias que precisamos deitar, comer uma pipoca e desligar o celular, ou somente rir um pouco.

Incrível é que essa rotina elétrica nos vicia. Nos dias que por eventual destino fico sem atividades sinto-me improdutiva e por vezes inútil... o vício do trabalho, a queixa do trabalho.

Ontem mesmo foi um dia delicioso no Recreio Shopping, me diverti com as crianças e especialmente amei um menino chamado Vinicius. Um príncipe. Possivelmente uma criança que nunca mais verei mas que trouxe ternura e carinho ao meu coração em mais um dia da minha vida. Foi um presente do céu para meu longo dia aquele abraço.

Existem pessoas que estão para nos presentear e nunca saberão disso. Nunca.

São segundos inesquecíveis que nunca mais serão vividos  novamente mas que possuem um grau de intensidade inexplicável.

Coisa linda esse príncipe: Vinicius - Recreio Shopping - 29 de julho 2011

A gentileza e educação de um outro menino me trouxe lágrimas nos olhos. Por favor, com licença, obrigado são palavras que operam milagres mesmo, ainda mais vindas de crianças.

Esse público me fascina, sua sinceridade e verdade me renovam.

É claro que desmaiei de cansaço por toda a semana que me parecia interminável e ainda não findou - hoje ainda tem reunião no Jockey e amanhã trabalho no Bangu Shopping - mas receber aqueles abraços e ouvir aquelas palavras são um beijo na alma.

E por falar em cansaço foi conta dele que não havia postado nada nessa semana, porém aqui estou, vencendo-o.

domingo, 24 de julho de 2011

Amy = muitos





Amy Winehouse é tão parecida com tantas pessoas. Tem um pouco de todos e tudo.

Pensar no quanto podemos ser destrutivos nos mostra o quanto somos humanos, falhos e simples.

Sempre pensei que só nos conhecemos até onde fomos. Temos tendências e somos atraídos para elas. Temos questionamentos, insatisfações, medos e frustações que podem ocasionar grandes males se não forem bem administrados.

Lembro da primeira vez que traguei um cigarro aos 16 anos. Foi ótimo. Foi bacana e sempre achei que era bonito. Fumei durante doze anos e tive diversos momentos angustiantes em hospitais por crise de bronquite crônica. Parar a primeira vez foi fácil. A segunda tive dores de cabeça e insistente mau humor que incendiava minha vida.

Parei de fumar por 7 anos, voltei 2 e parei novamente. Não sinto vontade alguma de fumar, mas quando paro para lembrar ainda sinto o gosto do malboro vermelho na boca, e enfim, pra quem usa o gosto é muito bom. Seja que substância for. A sensação não alimenta só o corpo, sabemos...

Lá no fundo conhecemos nossos limites o que nos atrai a rompê-los. Alguns limites devem ser preservados para que sejamos preservados de nós mesmos. "No fim a peleja somos nós contra nós mesmos."



Tenho amigos e amigas que fumam um cigarrinho uma vez no ano, uma vez ao mês... assim sem nenhuma pretensão, somente porque estavam em belo bate papo em um lugar bacana e havia o clima com aquele vinho seco e os assuntos que varam a noite... eu sei que não posso. Tenho que me cuidar.

Existem pessoas que se derem um trago compram um maço. Eu sou dessas, foi asssim que voltei a fumar uma vez: dei um trago e pronto. Comprei um maço e foi como se nunca houvesse parado.

Nós temos realmente que entender que existem pessoas que têm disposição orgânica para adicção. É uma probabilidade grandiosa para a continuidade e fluência. Há de ser compreendidas e respeitadas essas diferenças.

É triste, porém é assim. Cada um é cada um. Cada um é um mundo.

Outros e muitos fatores contribuem para essa fornalha. O desequilibrio emocional e interior é um ingrediente impulsionador para o mergulho no desconhecido e nos grandes e estimulantes riscos.

A insatisfação e frustração têm um poder de incentivo forte também. Amigos, amigos, amigos... também são fatores.

Tantas pessoas se entregam em relações afetivas angustiantes e perigosas, nocivas e altamente sofridas. São outras drogas, são outros vícios.

O vazio, a solidão, a tristeza, tantas coisas podem ser camufladas... Para tudo há um porquê.

Quando não é tendência à adicção é fator emocional, mas com toda certeza tem que ser tratado de dentro pra fora em quaisquer opções.

Reconhecer-se é fundamental para melhor viver. Mesmo assim ainda erramos. Não toma cuidado não pra ver!!!!

Lamento a Amy. Assistir as matérias sobre suas idas e vindas, seus tombos, shows, sua carreira, isso me entristece de uma forma tão forte que me abstenho de ouvir. Não porque é uma cantora singular, com uma voz explêndida, mas pela degradação do ser. Me lembra um jovem a quem doamos comida por um tempo nas ruas, usuário de crack que agora está morando perto de uma praça com sua namorada grávida. Triste...



Triste ver as pessoas assim. Triste para um pai ver seu filho nas ruas, a droga consumindo tudo. Consumindo a vida. Secando a carne. Destruindo a mente. Findando a vida.

Lamento a Amy. Lamento todos. Realmente lamento.

Só nos conhecemos até onde fomos. Não dá pra se jogar em um buraco e contar com a sorte pra sair. Não sabemos se temos braço pra isso, ou se há uma corda para subir.

Há lugares que só saímos com ajuda divina mesmo. Há lugares que só saímos por milagre, só com Deus, esse é o maior braço forte.