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Mostrando postagens de Dezembro, 2011

Quem não sabe ler nem ver o óbvio, precisa de muitas respostas.

Chega de declarações. Vem-me o silêncio.

Não que nele não haja sentido, contudo faz-se mistério àqueles que nele não vêm tal sentido.

Chega de versos e prosas.
Quem não sabe ler nem ver o óbvio, precisa de muitas respostas.
Quem não sabe de si não pode ver o outro.
Quem quer os limites finge desejar o ilimitado para não se sentir tão pequeno.

Nós desatados.

Quanta aparência esconde o invisível. Mas não tem sentido tal cena, o subtexto é menino.
Tal fato não é abrigo.
Esconder-se é perigo.
Indigente de si em um barril de pólvora latente.
Não se esconde a fumaça. Segue-se o rastro e vê-se donde veio a fagulha.
Pode ter sido apenas de uma bituca... e fez-se o estrago.

Não importam as respostas e sim as perguntas... a questão é essa.
Se vem a dúvida, essa já é a resposta.
Se vê-se outra porta, essa é a resposta.
A pergunta é a resposta: Já diz que o questionável não é dominante, há lacunas.

A folha está em branco?
Não, nunca.
Já está escrita, com suas exclamações, pontos e vírgulas.
Tem q…

Palavras já não me dizem coisas...

Não fale comigo. O que tens a dizer?

Há prontidão em minha alma em Ser.

Não atravessas o mar... As ondas são susto? A quebração logo passa e ali está a calma...

Não me cante uma música se não tens o teu ritmo... Os sons são palavras emudecidas em suas letras melodicamente escondidas.

Corre! De si não vem aquilo que queres, não tens a mão no arado, somente vês os trabalhadores irem a luta.
E tu?

Vai-te, some nesse vácuo que te preenche agora. Não podes viver o denso, não podes contê-lo então dá-se à superfície e pronto.

Quantos anos queres para ver?
Quantos planos queres ter?
Quanto estás disposto a viver?


Não fale comigo. Palavras já não me dizem coisas. Não é assim que preciso.

É do que é livre que quero. Do que é grande, maduro e sincero. Do que se mostra e se abandona à si.
É do sim. É de mim.

Vou além. Eu vejo. Quero.

Minha alma tem prontidão em Viver... Em sê-lo...

Nunca mais fales comigo assim... Teu medo me emudece...



Ele e ela - Plateia de um

Ele era encantável aos olhos nus
A face agradável que buscam os desejos crus
Nada do era em si era revelado assim, ao simples olhar
Como uma caixa de pandora eram as surpreendentes coisas escondidas atrás de suas cores pálidas
Era guardado dos outros e exposto ao seu caos

Ela era grandemente doce
Dada a todos com coração
Amante do cuidar
Do toque e das palavras
Era cheia de coragem que a vida obrigou-lhe a ter para ir em frente e sobreviver


Ele era poesia
Ela era texto

Ele era verso
Ela era prosa

Eles eram almas estranhamente parecidas
Ele ia sem pensar
Ela pensava demais para ir
Ele jogava com o olhar
Ela não sabia brincar de seduzir assim

Nas tormentas de uma cena vivida viraram plateia única, unida
Plateia de um

Esses mundos encontraram-se mesmo já estando juntos na vida
Toque, lábios
Pleno contato
Ritmação que dizia palavras que não foram ditas, somente sentidas, somente mexidas
Um mundo de grandes possibilidades
Daqueles calores que dão verdadeiro sabor a vida

Eles eram parecidos…

Piscina ou mar aberto?

Percurso final para que mais um ano se vá. E estou assim: descansando em mim.
Não há lugar mais honesto do que o Eu.
Nada mais sincero e diretivo.
Uma agitação envolve o todo. Tantas e tantas coisas a serem feitas. O trabalho não para. É como se continuamente estivéssemos guerreando, sabe-se lá com quem, contra quem... mas nunca para.
O tempo é uma máquina de tortura para esses dias. Nos assombra. Nele não cabe o dia e nem a noite. Não cabe. 
A mente fragmenta acontecimentos com míninas palavras. O tempo, a pressa... 
Nesse percurso final de 2011, depois de abrir uma escotilha esquecida no alto da alma, resolvi: descanso em mim.
Claro, não é possível ter descanso no Eu tal qual enxergamos na literalidade da palavra, porém há certezas e concretude nesse descanso. Há clareza e postura nele. Há aceitação do que há no Eu, há aceitação da complexidade.
Clarice Linspector já falava do eu de forma intensa e poética, enlaçadamente complexa. O estudo do pensamento, da alma, emoções e suas ling…

O certo, o errado e a vida

Tanta coisa envolve esse tema. As situações são prólogos de das próximas cenas.

Uma novela prepara a cada dia a próxima cena, desenha a caminhada das personagens. Os expectadores acompanham passivos o desenrolar da trama, vivendo suas emoções com intensidade e torcida.

Falando da vida que inspira as tramas, corre assim. Uma teia. Uma cadeia como a cadeia alimentar. Ações, reações e resultados.

As palavras são lançadas, como refere-se a bíblia, produzem resultado.

Mesmo quando não se age, se age. Mesmo quando não há querer, há mudança. "Tudo  muda o tempo todo no mundo".

E o certo? E o errado? E a vida?

Refiro-me à bíblia como referência neste post pois sua sabedoria é milenar e sobrevive às mudanças temporais, transforma pessoas e trabalha o "ser" interior em sua real aparência.

Diz assim: O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.
Provérbios 16:9

Há planejamento. Há direcionamento, porém no caminhar dos dias, anos e tempos, os fato…