segunda-feira, 29 de julho de 2013

Mais.

Meus sonhos são simples... 
E cabem dois, e cabem mais de nós.


Casas...

Sim eu amo casas.
Suas telhas, seus tetos, suas curvas.
Amo as representações que nela estão.
Tijolos, inteiros ou quebrados.
Tudo, suas plantas no quintal ou nos vasos.
Seus copos, 
histórias na mesa do jantar.
Sim, eu amo casas.
Fotografo-as,
admiro-as,
sinto suas energias até de fora.
Muito me encantam tamanhas histórias,
muito me encanta a vida que delas exala.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Uma casa no campo...

Uma casa no campo.
Cachorro latindo.
Uma bicicleta antiga para pedalar aos domingos.
Um pé de manjericão e cebolinha.
Uma roseira rosinha.
Uma rede guardada para de vez em quando 
as pernas nela esticar.
Um edredon branco grande 
e xícaras grandes para café tomar.
Não precisa de muito.
Nada de querer tudo ter.
Precisa ter um abraço ao chegar,
um sincero bom dia ao acordar,
sabedoria para olhar 
e admirar as belezas que o simples viver nos dá.
Eu quero uma.
Uma casa no campo...




Boca fechada

A boca fechada.
As palavras ausentes.
A fluência interna é incessante.
Há uma calmaria dominante.
Uma energia tranquilizante.
Aquela correria incessante já 
não sujeita mais os dias que 
acontecem passo a passo.
A cada dia sua importância.
A cada dia seus afazeres.
Seus compromissos.
A cada dia suas tarefas...
A mente aberta.
Entendimento é o que cria a festa.
Uma paz interna.
Sem motivo aparente.
A ansiedade ausente.
Basta a cada dia o seu mal disse o profeta.
Um dia de cada vez traz à vista 
a importância das coisas que nos cercam.


Palavras

Poupo as palavras.
Cansei de gastá-las.
Cansei de discursos.
Estou com os atos.
Na prática.
Cumprindo o pensamento.
Cansei das falácias.
São desgaste.