terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Quem não sabe ler nem ver o óbvio, precisa de muitas respostas.

Chega de declarações. Vem-me o silêncio.

Não que nele não haja sentido, contudo faz-se mistério àqueles que nele não vêm tal sentido.

Chega de versos e prosas.
Quem não sabe ler nem ver o óbvio, precisa de muitas respostas.
Quem não sabe de si não pode ver o outro.
Quem quer os limites finge desejar o ilimitado para não se sentir tão pequeno.

Nós desatados.

Quanta aparência esconde o invisível. Mas não tem sentido tal cena, o subtexto é menino.
Tal fato não é abrigo.
Esconder-se é perigo.
Indigente de si em um barril de pólvora latente.
Não se esconde a fumaça. Segue-se o rastro e vê-se donde veio a fagulha.
Pode ter sido apenas de uma bituca... e fez-se o estrago.

Não importam as respostas e sim as perguntas... a questão é essa.
Se vem a dúvida, essa já é a resposta.
Se vê-se outra porta, essa é a resposta.
A pergunta é a resposta: Já diz que o questionável não é dominante, há lacunas.

A folha está em branco?
Não, nunca.
Já está escrita, com suas exclamações, pontos e vírgulas.
Tem que aprender de escrita, de interpretação, de literatura da vida.
Tem que entender a utilização dos conectores nas frases ditas...

Simples assim,
parece que sabemos do outro e nunca do que diz em si.
De certo é que sabemos sim.
Sempre soubemos.
Nunca dizemos.
Muitas vezes não queremos.
Mas: sabemos.

"Pra quem não sabe amar, fica esperando alguém que caiba no seu sonho." Cazuza - Blues da Piedade 









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