domingo, 2 de junho de 2013

Vejo.

Vejo a tua alma nua diante de mim.
Vejo nos teus olhos as intenções,
nas tuas palavras as distrações,
no teu agir te vejo tanto... 
Não há espanto pra mim.
Sem nenhuma palavra sua sei,
sei tudo que de ti preciso saber,
pelos céus sei,
sei aquilo que ninguém pode ver.
Às vezes é dolorido enxergar coisas que no fundo mal fazem,
às vezes é estranho ver um outro alguém,
mas porque sei?
Não sei...
Até sei, mas ainda pergunto.
Vejo com olhos profundos revelados pela alma 
que para mim submersa no silêncio está,
mas fala.
E como fala.
Vejo tudo,
e agora calo.



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