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A vida...

A vida pede calma.
Pede tempo.
Pede o inspirar leve da brisa que sopra
 o frescor do renascer presenteado.
A vida pede um novo olhar, minimalista, 
amplo, com a profundidade dos indizíveis desejos,
um olhar pronto à ver,
um olhar pronto à aceitar o que realmente belo é.
A vida pede silêncios e observações,
ações e transformações,
pede o conhecer o que não se é,
pede o praticar o que se profere com os lábios,
pede passagem,
para ir em verdade no caminho destinado a ser.
A vida pede secura e brandura,
pede meditação,
passos largos, breves,
e longas pausas.
A vida pede tempo para que seja,
para que se observe o que não deva ser mais do que é.
Pede um novo medir.

Está onde deve estar? 





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Feita de Amor

O amor sempre me sobrou.  Sempre me salvou.Sempre foi tão fácil amar. Ser gentil. Ser em paz.
O amor me completa. Sou feita dessa profundidade. Sou feita de complacência e perdão. Feita dessa imensidão.
E há quem pense que amar está aliado a sexualizar a vida.
O amor é mais intenso. Tem a fluidez do tempo. Tem a lágrima que pulsa dentro. Tem barulho e gargalhar. Tem silêncio.
Eu fui formada e fornada nele. Nunca hei de estar só. O amor está dentro. Em movimento. Pulsando na alma que um dia daqui irá.
Fui gerada pelo próprio Amor. E em mim amor há.








Não tenho vergonha de ser!

Começo assim, lembrando um comentário de um amigo da faculdade sobre o meu post anterior - O Sexo das Almas: "Muito bom o texto. Uma prosa poética. Soou-me o AMOR cantado as avessas, como quem consegue ver de um ângulo oposto..." Começo assim, refletindo os comentários mais analíticos que recebo e dos mais apaixonados também, como o que recebi sobre o post Pra que viver na realidade?
"AMEI o texto, você descreveu o que eu realmente penso."
Sempre recordo-me de uma pequena frase de Mia Couto que diz que "o poeta não gosta de palavras, escreve para se ver livre delas", é verdade. 

A arte da escrita é uma libertação, uma ação que livra-nos de todo movimento interno que aflige-nos. Sim, sei que muitos não escrevem... muitos bebem, muitos entorpecem seu corpo por conta de toda guerra em sua alma... sei que muitos cantam, outros entregam-se a uma busca frenética na expressão de sua arte, sendo de tal forma seus personagens que depois buscam tratar-se para livra…