Começa dentro, acontece fora.

Tudo começa de dentro pra fora.

Ok! Já sei.

É que às vezes estranhamos esse "samba do crioulo doido" que acontece em nós.

Está tudo programado para ser certo, exato, correto, bem feito... Tudo calculado...


Porém, há de se entender que nada está tão confirmado. Pelo menos por nós!

Em pensar que traçamos tantos objetivos quando iniciamos o ano. Promessas e tudo mais fazemos a nós mesmos.
Visonamos, direcionamos, mas enfim, não comandamos de fato o destino.

Parece-me que ele está por si só trabalhando, se é que posso falar "por si só".

Olhando de fora ninguém sabe o que há dentro.
Olhando de fora todo belo é príncipe.
Olhando de fora estamos de fora mesmo.
Esse movimento interno é que faz o resto acontecer.

Essa vida que recheia.

O calor, o humor e as coisas que fazem ferver o interno ser. Vozes que os outros não ouvem, mas que se forem gente daquelas que sentem as almas, vão ler os detalhes, os sentidos, os olhares, o ser.

Tudo começa de dentro pra fora.
Do ônibus indo para uma breve visita a Minas Gerais observei o que havia fora.

Tiradentes - MG

Fora de mim, através da janela, cortando os munícipios, mudando os estados, os sotaques, os ares.
Há um mundo fora e que dentro podemos vibrá-lo.

São João Del Rey - MG


Não se pode minimizar o tanto que há. E ainda há tantos que olham para seu mundo como se fosse uma dimensão imensa.
Há tanto lá fora.

Sim, eu sei: cada um é um mundo. Eu também.
Sim eu sei: O que está fora só tem sentido quando realmente visto e sentido pelo que está dentro.
Mas se o que está dentro estiver em desequilibrio, desarcordo, torto... então nada do que está fora terá sentido.

O que está fora só tem sentido quando o que está dentro é perceptivo.

O cheiro dos momentos, a poesia dos olhos, as palavras fortes não ditas, as verdadeiras vontades reveladas nas exclamações colocadas, as perguntas, as respostas já dadas... não posso deixar de falar na energia dos lugares, seus tempos, seus ventos, sua gente... na beleza das histórias, no curriculo dos laços, nas confissões que silêncio traz, no bom incômodo pela movimentação contida em si quando não se faz o que se quer... os estampidos da cidade, as cores, os bares, o cheiro do mar livre... tudo...



O que está dentro tem que Ser para Ver, para Sentir, para Estar.

Tem que ter olhos para ver as verdadeiras paisagens e não deixar simplesmente passar sem registrar em si. Sem absorvê-las, desfrutá-las. Vivê-las.



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