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Dentro.

Acordo-me quando vejo-me envolta 
por visões que não refletem o que sou.
Fujo de tal névoa.
Setas, influências, tantos laços...
A mentira força-se a ser aceita 
e os primários rudimentos insistem em ficar...
Acordo-me sempre que o eu visto diz que é o ser principal... 
não é.
Pôr-se no lugar que é seu e ficar.
Olhar-se em real grandeza e ver-se como de fato é.
Visão interior é força vital.
Propulsora energia,
dispensa concordância,
dispensa muletas,
livra-se do importar alheio e segue.
A liberdade que agrega total felicidade à alma é aquela que vive sem desejo de agradar a outrem.
Sim, 
cria-se personagens para a aceitação social... 
...mas que tal ser o normal? 
Ser o que é e só.
Não sou o que pensam de mim.
Sou o que sou,
e quando o que sou não basta,
altero-me,
aprendo,
mudo e capacito-me para ser mais de mim.
Fecho meus olhos para o mundo externo e abro o interno.
Meu mundo é plural, 
extenso e ainda virginal em tantos caminhos...
tantos lugares meus ainda nem pude explorar...
Acordo-me do que os outros podem pensar...
É sonho irreal.
O real está aqui.
Dentro.





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Não tenho vergonha de ser!

Começo assim, lembrando um comentário de um amigo da faculdade sobre o meu post anterior - O Sexo das Almas: "Muito bom o texto. Uma prosa poética. Soou-me o AMOR cantado as avessas, como quem consegue ver de um ângulo oposto..." Começo assim, refletindo os comentários mais analíticos que recebo e dos mais apaixonados também, como o que recebi sobre o post Pra que viver na realidade?
"AMEI o texto, você descreveu o que eu realmente penso."
Sempre recordo-me de uma pequena frase de Mia Couto que diz que "o poeta não gosta de palavras, escreve para se ver livre delas", é verdade. 

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