segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

...ares de vida, chão de asas.

Ouvi uma risada gostosa.
Um tom de voz que traz aconchego e inconstância.
Alto, espichado como diziam os antigos,
era o menino.
Magro, negro ou afro como ditam os novos,
termos usados.
Uma voz que conta e reconta andanças intermináveis de aventuras reais,
de dias que parecem incontáveis.
Uma coisa.
Talvez um desejo escondido de caminhos não vividos que desejam ser.
Talvez um lampejo de alegria estranha,
laços e marcas que nunca deixaram de ter.
Um amor antigo,
contido,
discorre nas letras e termos usados,
concorrem com a oposição das caminhadas,
pé no chão e cabeça nos ares,
ares de vida, chão de asas.



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