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Papo reto!

Que eu não tenha medo de mim.
Não tenha medo de demonstrar o que sou e sinto.
As pessoas usam tantos rostos seus 
para serem aceitas por todos.
Mas o que há de melhor a oferecer 
que não seja o meu real rosto?

O que há de melhor a oferecer 
do que minha risada sincera?
Meu beijo quente, 
meu abraço acolhedor...

O que há de melhor de mim 
do que meu grito sincero?
Minha lágrima revelada,
minhas declarações de amor?

O tempo do jogo se foi,
não há mais volta pra jogar.

O papo é reto, é já.
Sem essas firulas bestas,
sem esse medo de ter suas mazelas reveladas,
suas vontades visíveis,
suas profundas questões distribuidas.

As dúvidas não existem mas as pessoas as desejam.
Gostam de rodear,
de promover o mistério.
Porque não ir se quer ir?
Porque não tocar se deseja?
Porque não falar se as palavras 
estão lá para serem ditas?
Quanta tolice na vida.
Quanta mesmice.
Quanto tempo perdido fingindo...
Ah Deus do céu!
Eu prefiro o papo reto! 


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Feita de Amor

O amor sempre me sobrou.  Sempre me salvou.Sempre foi tão fácil amar. Ser gentil. Ser em paz.
O amor me completa. Sou feita dessa profundidade. Sou feita de complacência e perdão. Feita dessa imensidão.
E há quem pense que amar está aliado a sexualizar a vida.
O amor é mais intenso. Tem a fluidez do tempo. Tem a lágrima que pulsa dentro. Tem barulho e gargalhar. Tem silêncio.
Eu fui formada e fornada nele. Nunca hei de estar só. O amor está dentro. Em movimento. Pulsando na alma que um dia daqui irá.
Fui gerada pelo próprio Amor. E em mim amor há.








Não tenho vergonha de ser!

Começo assim, lembrando um comentário de um amigo da faculdade sobre o meu post anterior - O Sexo das Almas: "Muito bom o texto. Uma prosa poética. Soou-me o AMOR cantado as avessas, como quem consegue ver de um ângulo oposto..." Começo assim, refletindo os comentários mais analíticos que recebo e dos mais apaixonados também, como o que recebi sobre o post Pra que viver na realidade?
"AMEI o texto, você descreveu o que eu realmente penso."
Sempre recordo-me de uma pequena frase de Mia Couto que diz que "o poeta não gosta de palavras, escreve para se ver livre delas", é verdade. 

A arte da escrita é uma libertação, uma ação que livra-nos de todo movimento interno que aflige-nos. Sim, sei que muitos não escrevem... muitos bebem, muitos entorpecem seu corpo por conta de toda guerra em sua alma... sei que muitos cantam, outros entregam-se a uma busca frenética na expressão de sua arte, sendo de tal forma seus personagens que depois buscam tratar-se para livra…