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Ser feliz e só.

Eu não quero ter razão.
Quero ser feliz e só.
Isso independe de lado, de forma, de palavras...
Significa amar o outro como ele é,
com seus muitos defeitos,
todos aceitáveis,
todos ornamentos para que as qualidades sejam valorizadas.
Significa esquecer como fazer,
e fazer como tiver que ser feito,
como der,
sem muito pensar,
sem muito esperar.
Significa não pensar que não vai dar certo,
e sim pensar em tudo que dá certo,
em tudo que vemos que é bom.
É estar perto, 
querer tocar,
ou em um momento sentir aquela vontade de abraçar,
de beijar,
e assim fazer.
Sem pensar que isso poderia acarretar coisas...
Que isso pode fazer com que o outro ame mais,
ou menos...
Que isso pode decepcionar, magoar... enfim...
Simplesmente ser.
Ser feliz e só.






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Feita de Amor

O amor sempre me sobrou.  Sempre me salvou.Sempre foi tão fácil amar. Ser gentil. Ser em paz.
O amor me completa. Sou feita dessa profundidade. Sou feita de complacência e perdão. Feita dessa imensidão.
E há quem pense que amar está aliado a sexualizar a vida.
O amor é mais intenso. Tem a fluidez do tempo. Tem a lágrima que pulsa dentro. Tem barulho e gargalhar. Tem silêncio.
Eu fui formada e fornada nele. Nunca hei de estar só. O amor está dentro. Em movimento. Pulsando na alma que um dia daqui irá.
Fui gerada pelo próprio Amor. E em mim amor há.








Não tenho vergonha de ser!

Começo assim, lembrando um comentário de um amigo da faculdade sobre o meu post anterior - O Sexo das Almas: "Muito bom o texto. Uma prosa poética. Soou-me o AMOR cantado as avessas, como quem consegue ver de um ângulo oposto..." Começo assim, refletindo os comentários mais analíticos que recebo e dos mais apaixonados também, como o que recebi sobre o post Pra que viver na realidade?
"AMEI o texto, você descreveu o que eu realmente penso."
Sempre recordo-me de uma pequena frase de Mia Couto que diz que "o poeta não gosta de palavras, escreve para se ver livre delas", é verdade. 

A arte da escrita é uma libertação, uma ação que livra-nos de todo movimento interno que aflige-nos. Sim, sei que muitos não escrevem... muitos bebem, muitos entorpecem seu corpo por conta de toda guerra em sua alma... sei que muitos cantam, outros entregam-se a uma busca frenética na expressão de sua arte, sendo de tal forma seus personagens que depois buscam tratar-se para livra…