Pular para o conteúdo principal

Eu só quero um canto... encanto!

É uma ventania!
É mudança.
Mundo.
Muitas possibilidades.

Já nadei no mar revolto e cansa o braço esse nado...

É ruim o pouso sem estrada.

É doído o ferimento sem cuidado.

A noite vem, oferece o pouco.
Vazio.
Ilusório plano ela tem para envolver...
É oco pintado de ouro.

A noite tenho por enfeite, pra seduzir o momento que necessita de cor e pimenta...

Declaradamente sou da luz, sou do dia, da clareza.

Sou de raízes e tenho muito gosto  por elas.



De tê-las.
Delas quero fartar-me, de outras, novas e com a mesma força...
tenho necessidade, de possuí-las e vivê-las...
tão agradáveis são as tais e tudo que trazem em sua doce seiva.
Em sua terra natureza.



São fortes as raízes, vida, perto do frescor das águas são mantidas.
Dão sustento e ficam bem guardadas... no interior protegidas.

Sou... de casa.
Daqueles dias em que pede-se filme e pipoca.
Daqueles dias de almofadas, cafuné e longas e lentas piscadas dadas por olhares amansados...
adocicados...
pelo tal ilustre e conduzente coração...


Um cafuné de cuidado... ai que bom!

Sou da família, de gritar, brigar, cuidar e proteger os sanguíneos e não sanguíneos amados...

E o canto?
Quero um canto no encanto inteiro.
Quero o aconchego pleno entregue pela simplicidade do encontro.
Aquela paz inquieta.

Admirar o Hipnos sono e o levantar acordar.
Sentir o cheiro e ouvir o riso.
Viver dividido e ser assim, como um globo inteiro, mesmo havendo em si tantos países...

Quero um canto,
acalanto,
viver a mansidão e calor do encontro...
Um lugar só,
junto com as dualidades dos mundos de hão de mostrar-se enfim...
O lugar que não vale trapaças,
o lugar para somente ser, ver, viver.

Quero expandir-me, dividir-me, multiplicar-me.
Em um canto.



Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Feita de Amor

O amor sempre me sobrou.  Sempre me salvou.Sempre foi tão fácil amar. Ser gentil. Ser em paz.
O amor me completa. Sou feita dessa profundidade. Sou feita de complacência e perdão. Feita dessa imensidão.
E há quem pense que amar está aliado a sexualizar a vida.
O amor é mais intenso. Tem a fluidez do tempo. Tem a lágrima que pulsa dentro. Tem barulho e gargalhar. Tem silêncio.
Eu fui formada e fornada nele. Nunca hei de estar só. O amor está dentro. Em movimento. Pulsando na alma que um dia daqui irá.
Fui gerada pelo próprio Amor. E em mim amor há.








Não tenho vergonha de ser!

Começo assim, lembrando um comentário de um amigo da faculdade sobre o meu post anterior - O Sexo das Almas: "Muito bom o texto. Uma prosa poética. Soou-me o AMOR cantado as avessas, como quem consegue ver de um ângulo oposto..." Começo assim, refletindo os comentários mais analíticos que recebo e dos mais apaixonados também, como o que recebi sobre o post Pra que viver na realidade?
"AMEI o texto, você descreveu o que eu realmente penso."
Sempre recordo-me de uma pequena frase de Mia Couto que diz que "o poeta não gosta de palavras, escreve para se ver livre delas", é verdade. 

A arte da escrita é uma libertação, uma ação que livra-nos de todo movimento interno que aflige-nos. Sim, sei que muitos não escrevem... muitos bebem, muitos entorpecem seu corpo por conta de toda guerra em sua alma... sei que muitos cantam, outros entregam-se a uma busca frenética na expressão de sua arte, sendo de tal forma seus personagens que depois buscam tratar-se para livra…