quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Eu só quero um canto... encanto!

É uma ventania!
É mudança.
Mundo.
Muitas possibilidades.

Já nadei no mar revolto e cansa o braço esse nado...

É ruim o pouso sem estrada.

É doído o ferimento sem cuidado.

A noite vem, oferece o pouco.
Vazio.
Ilusório plano ela tem para envolver...
É oco pintado de ouro.

A noite tenho por enfeite, pra seduzir o momento que necessita de cor e pimenta...

Declaradamente sou da luz, sou do dia, da clareza.

Sou de raízes e tenho muito gosto  por elas.



De tê-las.
Delas quero fartar-me, de outras, novas e com a mesma força...
tenho necessidade, de possuí-las e vivê-las...
tão agradáveis são as tais e tudo que trazem em sua doce seiva.
Em sua terra natureza.



São fortes as raízes, vida, perto do frescor das águas são mantidas.
Dão sustento e ficam bem guardadas... no interior protegidas.

Sou... de casa.
Daqueles dias em que pede-se filme e pipoca.
Daqueles dias de almofadas, cafuné e longas e lentas piscadas dadas por olhares amansados...
adocicados...
pelo tal ilustre e conduzente coração...


Um cafuné de cuidado... ai que bom!

Sou da família, de gritar, brigar, cuidar e proteger os sanguíneos e não sanguíneos amados...

E o canto?
Quero um canto no encanto inteiro.
Quero o aconchego pleno entregue pela simplicidade do encontro.
Aquela paz inquieta.

Admirar o Hipnos sono e o levantar acordar.
Sentir o cheiro e ouvir o riso.
Viver dividido e ser assim, como um globo inteiro, mesmo havendo em si tantos países...

Quero um canto,
acalanto,
viver a mansidão e calor do encontro...
Um lugar só,
junto com as dualidades dos mundos de hão de mostrar-se enfim...
O lugar que não vale trapaças,
o lugar para somente ser, ver, viver.

Quero expandir-me, dividir-me, multiplicar-me.
Em um canto.



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