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Nada "afim" de nada!! Quero sombra e água fresca cara!

Isso aí!
Nada "afim" de nada... "a fim" de nada... quero sombra e água fresca.
Quero riso e abraço.
Aconchego, chamego.
Quero ar puro e energia.
Coisas da vida.
Gargalhadas, palco e instinto.
Catarse.

É assim.
Quanto mais esquenta-se para as coisas mais as coisas esquentam-se para você.
Então pra quê?
Vale mais é dar risada.
Vale mais uma saída divertida com a galera amiga.
Vale mais um filminho e pizza, mas depois a caminhada pra queimar as calorias. Eu sei...

Que bobeira!
Esse negócio de ficar mentalizando, o tempo todo perguntando o que seria ou como ia ser...
Já passei desse ponto.
Isso é perda de vida. Perda de tempo. Perda de momento, belos e densos.
Vamos andar na verdade e pronto! Ponto.

É assim!
Solo fértil, mente fértil.
Coração pleno, profundo e aberto.

Até o cachorro procurou ar fresco!
Descansou dentro do banco,
deitadinho ali ficou...

Era pleno feriado e ele ali esparramado,
esfriando o pêlo e roncando cedo.

Ele dormia no geladinho do banco Santander. Banco vazio. Um velho lendo o jornal, o cachorro dormindo, eu tirando dinheiro e fotografando a bela cena. A descoberta da boa vida: sombra e água fresca!

Isso aí!
Nada "afim" de nada... "a fim" de nada... quero sombra e água fresca.
Viajar por aí sendo outros em mim.
Subir e descer palcos, ir e vir nos atos,
despentear os cabelos já bagunçados,
colocar as havaianas,
caminhar vendo gente,
olhando gente,
sendo gente...


Isso aí!
Nada "afim" de nada... "a fim" de nada... quero sombra e água fresca.
Pé na estrada!


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Feita de Amor

O amor sempre me sobrou.  Sempre me salvou.Sempre foi tão fácil amar. Ser gentil. Ser em paz.
O amor me completa. Sou feita dessa profundidade. Sou feita de complacência e perdão. Feita dessa imensidão.
E há quem pense que amar está aliado a sexualizar a vida.
O amor é mais intenso. Tem a fluidez do tempo. Tem a lágrima que pulsa dentro. Tem barulho e gargalhar. Tem silêncio.
Eu fui formada e fornada nele. Nunca hei de estar só. O amor está dentro. Em movimento. Pulsando na alma que um dia daqui irá.
Fui gerada pelo próprio Amor. E em mim amor há.








Não tenho vergonha de ser!

Começo assim, lembrando um comentário de um amigo da faculdade sobre o meu post anterior - O Sexo das Almas: "Muito bom o texto. Uma prosa poética. Soou-me o AMOR cantado as avessas, como quem consegue ver de um ângulo oposto..." Começo assim, refletindo os comentários mais analíticos que recebo e dos mais apaixonados também, como o que recebi sobre o post Pra que viver na realidade?
"AMEI o texto, você descreveu o que eu realmente penso."
Sempre recordo-me de uma pequena frase de Mia Couto que diz que "o poeta não gosta de palavras, escreve para se ver livre delas", é verdade. 

A arte da escrita é uma libertação, uma ação que livra-nos de todo movimento interno que aflige-nos. Sim, sei que muitos não escrevem... muitos bebem, muitos entorpecem seu corpo por conta de toda guerra em sua alma... sei que muitos cantam, outros entregam-se a uma busca frenética na expressão de sua arte, sendo de tal forma seus personagens que depois buscam tratar-se para livra…