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Seja o mais simples que puder...

Seja o mais simples que puder,
seja você.


Vista-se como realmente quer,
deixe fluir.

Olhe-se e veja o que realmente é, 
onde deseja ir.


Seja o mais simples que puder,
a simplicidade é uma nobreza.

Veja seus detalhes,
suas cores,
seus valores.


Ande no seu caminho e seja!


Ame inteiramente,
abrace,
fale...
ande de tênis surrado quando quiser.


Cante desafinado ou afinado,
repita o filme que te marcou dez vezes,
gaste um pouco no telefone pra falar com quem quer.
Ande um pouco a pé.

Seja o mais simples que puder.
Seja amável e dê bom dia a quem vir,
caminhe,
caminhe...


Olhe-se e veja o que gostaria de ver,
seja o que você admira,
seja o que diz ser,
não seja teoria.
É simples se deixar levar por você.

Deixe-se fluir,
deixe ser feliz,
seja todo o interessante ser que vive em ti.


Seja o mais simples que puder,
a simplicidade é riqueza,
é beleza,
é o melhor que se pode ter,
e ser.

Admire-se e valorize-se com tudo o que te faz feliz,
recheie-se de si,
dos seus gostos,
dos seus sonhos,
da sua fé.


Permita-se ecoar ao mundo,
permita-se vibrar sua real forma,
emane seu espírito através do seu agir.
Seja você.



 Seja o mais simples que puder. 



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Feita de Amor

O amor sempre me sobrou.  Sempre me salvou.Sempre foi tão fácil amar. Ser gentil. Ser em paz.
O amor me completa. Sou feita dessa profundidade. Sou feita de complacência e perdão. Feita dessa imensidão.
E há quem pense que amar está aliado a sexualizar a vida.
O amor é mais intenso. Tem a fluidez do tempo. Tem a lágrima que pulsa dentro. Tem barulho e gargalhar. Tem silêncio.
Eu fui formada e fornada nele. Nunca hei de estar só. O amor está dentro. Em movimento. Pulsando na alma que um dia daqui irá.
Fui gerada pelo próprio Amor. E em mim amor há.








Não tenho vergonha de ser!

Começo assim, lembrando um comentário de um amigo da faculdade sobre o meu post anterior - O Sexo das Almas: "Muito bom o texto. Uma prosa poética. Soou-me o AMOR cantado as avessas, como quem consegue ver de um ângulo oposto..." Começo assim, refletindo os comentários mais analíticos que recebo e dos mais apaixonados também, como o que recebi sobre o post Pra que viver na realidade?
"AMEI o texto, você descreveu o que eu realmente penso."
Sempre recordo-me de uma pequena frase de Mia Couto que diz que "o poeta não gosta de palavras, escreve para se ver livre delas", é verdade. 

A arte da escrita é uma libertação, uma ação que livra-nos de todo movimento interno que aflige-nos. Sim, sei que muitos não escrevem... muitos bebem, muitos entorpecem seu corpo por conta de toda guerra em sua alma... sei que muitos cantam, outros entregam-se a uma busca frenética na expressão de sua arte, sendo de tal forma seus personagens que depois buscam tratar-se para livra…