sexta-feira, 30 de março de 2012

...tudo voltando ao lugar.

... começo pelas reticências que preencheram dias de solidão e solidez interna.


Depois da reclusão, a liberdade.

É como o sol depois de um dia de chuva.

É como chorar compulsivamente em uma noite e amanhecer de alma lavada e leve.

...foram reticências com tantos textos e subtextos que as palavras fugiram,
não queriam ser prosa,
não queriam ser verso,
não queriam ser vistas... estavam estranhamente entranhadas em todas as minhas formas.

...foram reticências que pareceram ser infinitas, mas... finitas são.

Porque há coisas que não querem ser ditas,
coisas que não querem ser vistas,
coisas que só querem ser,
até resolverem ficar ou desaparecer.



Porque há coisas tão nossas que não podem ser descritas.



...e depois das reticências, vieram outras pontuações.
Os acentos gráficos começaram a ser mudados, e tudo vai voltando ao lugar.

Não volta a ser como antes, pois o que foi foi,
mas ao menos tudo vai voltando ao normal...

Não tão igual,
mas sim,
as reticências começam a ter fim... 
...ou começarão de forma diferente outras frases, e fases.



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