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...eu quero!

Quero ter um portão de madeira,
movéis rústicos...

Quero luminárias feitas de amor,
simples e únicas...

Quero toalhas felpudas,
um chinelo velhinho,
um grande revisteiro e potes grandes para toda a pipoca que ainda irei comer...

Quero uma parede de quadros e punhado de dvds,
de todos os tipos,
para todos os meus humores.

Quero uma hortinha ou um belo pé de pimenta vermelha...



Quero uma mochila pronta pra ir e um abraço quente pra ficar.


Quero os cílios, os cheiros e os risos.

Quero raízes cada vez mais fortes...

Quero um relógio que me lembre a Inglaterra,
quero grandes panelas,
e temperos sem fim...
Quero alecrim para dar um cheiro,
manjericão para saborear,
quero cominho,
pimenta calabresa quero sim...

Quero um jeans velho e desbotado,
e uma alma amada pra viver junto de mim...

Quero um docinho pra depois do jantar,
um chocolate pra tpm,
um livro para reler e ouvir Tulipa Ruiz.

Quero caminhar todos os dias pela manhã,
e pensar no amanhã sempre com um dia melhor.

Quero desodorante sem cheiro,
um pouco mais de dinheiro para poder a outros ajudar,
quero dançar.

Sentir o vento no rosto ao caminhar,

Quero mais,
mais viver,
mais sorrir,
mais amar.

 ...eu quero!
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Feita de Amor

O amor sempre me sobrou.  Sempre me salvou.Sempre foi tão fácil amar. Ser gentil. Ser em paz.
O amor me completa. Sou feita dessa profundidade. Sou feita de complacência e perdão. Feita dessa imensidão.
E há quem pense que amar está aliado a sexualizar a vida.
O amor é mais intenso. Tem a fluidez do tempo. Tem a lágrima que pulsa dentro. Tem barulho e gargalhar. Tem silêncio.
Eu fui formada e fornada nele. Nunca hei de estar só. O amor está dentro. Em movimento. Pulsando na alma que um dia daqui irá.
Fui gerada pelo próprio Amor. E em mim amor há.








Não tenho vergonha de ser!

Começo assim, lembrando um comentário de um amigo da faculdade sobre o meu post anterior - O Sexo das Almas: "Muito bom o texto. Uma prosa poética. Soou-me o AMOR cantado as avessas, como quem consegue ver de um ângulo oposto..." Começo assim, refletindo os comentários mais analíticos que recebo e dos mais apaixonados também, como o que recebi sobre o post Pra que viver na realidade?
"AMEI o texto, você descreveu o que eu realmente penso."
Sempre recordo-me de uma pequena frase de Mia Couto que diz que "o poeta não gosta de palavras, escreve para se ver livre delas", é verdade. 

A arte da escrita é uma libertação, uma ação que livra-nos de todo movimento interno que aflige-nos. Sim, sei que muitos não escrevem... muitos bebem, muitos entorpecem seu corpo por conta de toda guerra em sua alma... sei que muitos cantam, outros entregam-se a uma busca frenética na expressão de sua arte, sendo de tal forma seus personagens que depois buscam tratar-se para livra…