segunda-feira, 23 de julho de 2012

Entontece-me!

Tua cor me entontece... envolve.

Sinto a falta de dizer-te coisas tolas,
que nunca disse,
mas que esperam ser ditas... esperam ser vividas...
Gargalhar contigo,
entrelaçar-nos naqueles profundos debates que envolvem o que somos nós...

Quando olha-me nos olhos,
no fugir insensato que tenho ao ver-te assim tão perto...
Será que sabes tu o que o vagar do olhar te diz?

Sim. 
Acho eu que sabes, 
mas contento-me com a proposta que os momentos trazem-me.
Deixo o tempo desenhar a vida que virá... 

Errado?
Sei não.
Sei eu que tu me vês,
eu vejo-o,
e vemos nós,
 em olhos reluzentes,
em passadas atraentes,
vemos nós que podemos ser mais...
Bem mais do que o simples que somos.

Então espero-te no simples contato que ainda está por vir.
Espero-te tê-lo enfim.
E por tudo que vejo... será bom!

Quero ouvir-te falar daquele olhar que deixei ir,
do que vistes e ouvistes de mim...
No caminho que o corpo traçou,
na voz que não soou,
no esperançar.

Quero dizer-te nego: tua cor entontece-me...


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