Quadro negro.

Te escrevo e descrevo...

Romanceio tua imagem incessante em minhas noites.

Tão forte, denso.

Imagem de luta...
Militâncias...
Personas suas...

Vozes múltiplas circundam o olhar que pouco vejo.

Entre textos vai-se tu...

Romanceio tua voz e moldo-te no idealismo incorreto que temos daquilo que de perto não conhecemos, 
mas ainda assim romanceio e torno-o belo.

Ah... beleza tua o sorrir que deste, quando tornas-me a dar?

Te descrevo e escrevo...

Minhas falas a ti estão prontas,
no entanto não pode-se decorar o que a vida irá improvisar...

Meu negro. 
Quadro negro que não ouso pintar tu és...




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