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Amoras e amores...

Amoras e amores, meus doces sabores!


Sabores e cores!

Do vermelho ao uva...
Do cinza à escuridão...

No pé de fruta abarrotado,
tem presente pra todo lado,
adocicando o paladar,
e preenchendo o coração.

É poesia, é prosa,
é riso, é história,
é doce o falar!
O provar!
O pegar!

Mas o pomar é grande...
Pé de fruta a todo instante podemos ver por aí...
E daí?

Tem fruta azeda e amarela,

Nespera
tem fruta preta,
seca e velha...
Tem fruta de tudo quanto é cor...
Pra tudo quanto é gosto tem sabor!

Ah os amores...
são como as flores,
as cores,
os frutos,
são até como os arbustos,
secos ou brutos!

De qualquer forma belos...

Quando azeda,
a cara fica feia,
o estômago dói,
mas passa,
sempre vai passá...

Te aviso: Tem cuidado!

Jatobá.
No pomar tem coisa estranha...
Tem muita fruta esquisita!
Dá até dor de barriga se tu dela for provar!
Larga lá!
Larga lá!
Mas também tem fruta linda!
Linda de admirá... nem do pé tu quer tirá...

Ah mas tem umas que tu provas que pode até endoidecer...
Gostar tanto, tanto, tanto...
Que até vai querer plantá,
Um pezinho dessa fruta,
Vai amar, vai amar...

Quando o sabor é forte,
ah... pode ser até fruta do norte,
pode ser até fruta pão,
pode ser o que for então,
o sabor fica bom...
Ah se fica bom...

Amoras e amores,
amores e amoras,
não te choras,
só ri então...

As cores estão vivas,
no pomar da tua vida.
É só oiá iaiá!
É só oiá!

 Vai lá!
Tem fruta pronta pra pegá!
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Feita de Amor

O amor sempre me sobrou.  Sempre me salvou.Sempre foi tão fácil amar. Ser gentil. Ser em paz.
O amor me completa. Sou feita dessa profundidade. Sou feita de complacência e perdão. Feita dessa imensidão.
E há quem pense que amar está aliado a sexualizar a vida.
O amor é mais intenso. Tem a fluidez do tempo. Tem a lágrima que pulsa dentro. Tem barulho e gargalhar. Tem silêncio.
Eu fui formada e fornada nele. Nunca hei de estar só. O amor está dentro. Em movimento. Pulsando na alma que um dia daqui irá.
Fui gerada pelo próprio Amor. E em mim amor há.








Não tenho vergonha de ser!

Começo assim, lembrando um comentário de um amigo da faculdade sobre o meu post anterior - O Sexo das Almas: "Muito bom o texto. Uma prosa poética. Soou-me o AMOR cantado as avessas, como quem consegue ver de um ângulo oposto..." Começo assim, refletindo os comentários mais analíticos que recebo e dos mais apaixonados também, como o que recebi sobre o post Pra que viver na realidade?
"AMEI o texto, você descreveu o que eu realmente penso."
Sempre recordo-me de uma pequena frase de Mia Couto que diz que "o poeta não gosta de palavras, escreve para se ver livre delas", é verdade. 

A arte da escrita é uma libertação, uma ação que livra-nos de todo movimento interno que aflige-nos. Sim, sei que muitos não escrevem... muitos bebem, muitos entorpecem seu corpo por conta de toda guerra em sua alma... sei que muitos cantam, outros entregam-se a uma busca frenética na expressão de sua arte, sendo de tal forma seus personagens que depois buscam tratar-se para livra…