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Duelo.

Entendi o que disseste.
Disseste e pronto.
As palavras são somente palavras, mas as disseste.
Representam você.

As ações dizem mais de ti...
Mas és camuflado...


escondido...
Parece-mes oculto a ti também...

Desnudo-te quando entregas o teu sentir...
teus calores falam de ti...
teu olhar te mostras tão frágil e desabrigado...
A insegurança revela o menino...
Nem precisas falar.

Mas foi-se assim  o momento.
Não detenho o movimento.
Vais para onde quer ir...

Quer perder-se?
Vá!
Quer matar-se?
Vá!
Quer mentir-se?
Vá!
Quer entorpecer-te?
Vá!

Simplesmente vá...

Não detenho-o... nem o quero.

É incrível teu duelo.
Opõe-se ao interno.
Prefere o efêmero ao belo.
Prefere a tormenta que a entrega.

Escolhes ir à guerra.

Ausento-me das palavras.
Calo-me e escondo-te o coração.

Tu vens com espada na tua luta,
não sabes manuseá-la... 
Podes ser acertivo mesmo golpeando ao acaso...
Pode ferir-me então.

Reservo-me a não ser contigo.
Decidiu ser menino e vai viver suas fugas...
Suas lacunas bandidas...

É duelo.



Queria eu poder abrir-me tanto ao pleno que pudesses ser consumido pelo sim que há vivente em mim.
Queria eu poder compartilhá-lo contigo plenamente, espaçadamente,
com claridade de expressão...

O que tenho a dar é raro...

Queria eu falar-te das grandes soluções, dos risos e das noites quentes...
Queria eu dividir as coisas que já estão às portas mas tu não o sabes...
Coisas que seriam também tuas, mas não podes ver... tens a cegueira das coisas efêmeras...
Queria eu ser assim ao todo e lançar o todo em ti...
Mas na minha simples vivência sei eu: 
A verdade assusta.

Há um prazo, há um tempo.
Tudo é dado a seu tempo.
Todo acontecimento tem sua data e local.
As acontecem por um motivo certo.

Há de ser o tempo do enfrentamento.
Da verdade, da batida.

Vence aquele que enfrenta a si e revela-se sem medo de ser o que é.
Aquele que abre-se e mostra com clareza suas competências,
aquele que assume suas fraudes,
que divide suas dualidades,
que questiona seus impedimentos,
que não aceita nem mesmo o seu não.

Vence aquele que duela com as armas da luz.

Vence aquele que é, decididamente é, 
e não vive o duplo.






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Feita de Amor

O amor sempre me sobrou.  Sempre me salvou.Sempre foi tão fácil amar. Ser gentil. Ser em paz.
O amor me completa. Sou feita dessa profundidade. Sou feita de complacência e perdão. Feita dessa imensidão.
E há quem pense que amar está aliado a sexualizar a vida.
O amor é mais intenso. Tem a fluidez do tempo. Tem a lágrima que pulsa dentro. Tem barulho e gargalhar. Tem silêncio.
Eu fui formada e fornada nele. Nunca hei de estar só. O amor está dentro. Em movimento. Pulsando na alma que um dia daqui irá.
Fui gerada pelo próprio Amor. E em mim amor há.








Não espere o momento perfeito, seja o momento perfeito!

Porque a maioria das pessoas espera o tempo certo e perfeito para tudo? Porque esperam a oportunidade exata?



O tempo é agora!

A espera é algo que não reflete o que realmente cremos. Quem crê avança. Quem deseja algo vai em busca.
Nossas cadeias são mentais São as que mais aprisionam Prendem braços, pernas, palavras... Imobilizam a alma Nossas cadeias são só nossas Nínguém pode ver como são às vezes também não vemos... São como uma porta sem parede tais cadeias  Como uma porta sem sustentação Como uma porta aberta à nossa espera Só precisamos passar, atravessar, Só precisamos ir e tudo lá estará. São tão simples nossas cadeias Ninguém pode nos prender Porém nós nos prendemos...  E é somente isso que não deveríamos fazer. Livremo-nos!

O momento perfeito é o hoje. É o único existente. O amanhã, como diz o provérbio popular: a Deus pertence! Como a bíblia diz: basta a cada dia o seu mal.
Não tardemos então! Não tardemos em fazer o bem! Não tardemos em declararmos o que pensamos! Não cansemos de dizer doce…