sábado, 4 de fevereiro de 2012

Doces dias!

Que coisa boa e doce a tal vida.
Com seus doces dias.

Certo é que fragmentos negativos aproximan-se e com toda sua destreza tentam acampar-se nesses tais dias.
Claro, as coisas ruins parecem-me às vezes mais sinuosas,
muito mais flexiveis e obstinadas a alcançar o intrépido desejo de infelicitar...
Mas quão doces são os dias...
Nem mesmo o fel os envena.

São inspiração as manhãs,
as cores,
o vento "brisando" o cabelo.
São amplamente belos os seres e sua luminosidade,
suas curvas,
suas estreitas ruas e ingrimes ladeiras...

São tão belos os dias e todas as suas possibilidades.

Em pensar que nosso olhar é que os tornam assim: tão belos.

Nesses dias em que os males circundam e pedem atenção,
o melhor é dizer não,
e rechear a vida de tudo que há de ser,
que pode ser,
de tudo que é melhor.

Rechear com um bocado do que traz prazer e preenche o coração...
Ampliar os pensamentos no bem, e seguir...

Ainda haverão longos, belos, intensos e doces dias a vir.




Com gente interessante, cores vibrantes e muito, muito amor a sentir.





Ainda haverão noites iluminadas,
revelações e gargalhadas a ouvir.
Ainda haverão muitos beijos de língua,
daqueles que fazem o peito estremecer e a pele aquecer.



Ainda haverão muitos presentes a dar, e a ganhar.
Haverão muitos momentos inesquecíveis e muitos segredos a compartilhar.

Ainda haverão muitos locais a conhecer,
ainda vamos nos perder e nos achar...
E dançar, dançar muito pelo baile da vida afora...



Ainda há muitos doces dias a viver.
Tantos,
que nem os prantos irão os impedir de vir.
Nem os danos,
nem os receios.

A melhor coisa que há é ser ausente,
trancafiar o coração e não receber os tais males que insistem em entrar.

- Auto lá!
Virão aqueles doces e belos dias.
Esses sim podem entrar.




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