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Faxinando...

Tô tirando tudo que está pela metade...
Tudo que não é...
Tudo que não vinga...
Tô afastando da alma, 
do coração, 
da vida.
Nada de amarras escolhidas!
Essas coisas atrasam-nos o andar.


Tô expurgando esses pequenos demônios,
males já vencidos,
males que querem voltar.

Tô fazendo a limpa,
dando uma geral,
acabei de faxinar!

Limpei os cantos da sala,
passei um pano e agora está tudo a brilhar.
É que quero receber visitas,
recepcionar, aconchegar.

Tô tapando as brechas do muro,
protegendo  e guardando o mais doce coração.
Aguardando os amplos sorrisos,
cultivando grandes e poucos amigos,
que cabem apenas em uma mão.

Tô apreciando os presentes,
que a vida faz questão de entregar.



Respirando o ar da sinceridade,
do abraço de verdade e do bem que é amar.

Por tantas coisas esforço-me,
e retiro de mim o que faz magoar.
Quero deixar a casa pronta para o que é bom entrar e sempre ficar.

Vou tirando tudo que não deu,
e tudo que ninguém falou.
Abandonando a interrogativa que no caminho sei que ficou.

Nada de amarras, nada de amarras!
Escolhidas? Nem pensar.
Segue a vida, segue a vida.

Qualquer coisa, volto a faxinar!


Minha receita de felicidade é essa: 
Ser inteiro em tudo o que faz!



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Feita de Amor

O amor sempre me sobrou.  Sempre me salvou.Sempre foi tão fácil amar. Ser gentil. Ser em paz.
O amor me completa. Sou feita dessa profundidade. Sou feita de complacência e perdão. Feita dessa imensidão.
E há quem pense que amar está aliado a sexualizar a vida.
O amor é mais intenso. Tem a fluidez do tempo. Tem a lágrima que pulsa dentro. Tem barulho e gargalhar. Tem silêncio.
Eu fui formada e fornada nele. Nunca hei de estar só. O amor está dentro. Em movimento. Pulsando na alma que um dia daqui irá.
Fui gerada pelo próprio Amor. E em mim amor há.








Não tenho vergonha de ser!

Começo assim, lembrando um comentário de um amigo da faculdade sobre o meu post anterior - O Sexo das Almas: "Muito bom o texto. Uma prosa poética. Soou-me o AMOR cantado as avessas, como quem consegue ver de um ângulo oposto..." Começo assim, refletindo os comentários mais analíticos que recebo e dos mais apaixonados também, como o que recebi sobre o post Pra que viver na realidade?
"AMEI o texto, você descreveu o que eu realmente penso."
Sempre recordo-me de uma pequena frase de Mia Couto que diz que "o poeta não gosta de palavras, escreve para se ver livre delas", é verdade. 

A arte da escrita é uma libertação, uma ação que livra-nos de todo movimento interno que aflige-nos. Sim, sei que muitos não escrevem... muitos bebem, muitos entorpecem seu corpo por conta de toda guerra em sua alma... sei que muitos cantam, outros entregam-se a uma busca frenética na expressão de sua arte, sendo de tal forma seus personagens que depois buscam tratar-se para livra…