Pular para o conteúdo principal

Tô "afim"

Eu estou "afim".
Sim, estou "afim" de tudo.

Percebi algo: só temos medo do que desejamos.
Temos medo porque de alguma forma pode dar errado... e não queremos... então tememos.
O que não desejamos temos certeza.
Nos abstemos.

Eu estou "afim".
Não quero por "um fim" naquilo que não acabou em mim.
Não posso fingir,
não posso mentir.
Boicotar minhas verdades não é nada saudável.

Às vezes tento me esconder... mas como posso deixar de me ver?
É irreal tal fato.
É tolo.
Chega a ser infantil eu acho.

Impossível não sentir o pulsar compassado no peito...
Impossível não ouvir seu inteiror dizer: Isso é bom!!! Isso eu gosto!!!
Impossível!

Impossível negar o que faz bem ao coração...





Coragem pra aceitar o que está definido dentro do peito.
Coragem pra ir na direção do que está dentro.

Pelo sim, pelo não, melhor é a verdade.

Tô "afim": De tudo!
De gargalhar até doer a barriga.
De sentir a brisa do mar.


Tô com vontade de amar sem reservas.
De dizer eu te amo aos meus amigos queridos...
Tô com vontade de andar na areia da praia...
De olhar as rugas dos que viveram mais que eu e admirar as marcas de suas histórias...

Tô querendo sentir no olhar a verdade,
Ouvir no silêncio a vontade...
E voar... voar em mim... em meus reinos... em meus lugares... em minhas palavras...
Minhas amplas cidades!

Com vontade de fazer tudo com toda a força.
Sentir ao extremo cada segundo... como se fosse o último.

Enfim, ele pode ser... Não se sabe.

Não dá pra deixar passar... pode ser que não volte... 
Não se sabe!
Só Deus!
Então fica assim a direção: A do coração.


Tô "afim" e não vou esconder de mim.
Lá na frente não vou doer o que não fiz,
o que não disse,
o que não vivi...







Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Feita de Amor

O amor sempre me sobrou.  Sempre me salvou.Sempre foi tão fácil amar. Ser gentil. Ser em paz.
O amor me completa. Sou feita dessa profundidade. Sou feita de complacência e perdão. Feita dessa imensidão.
E há quem pense que amar está aliado a sexualizar a vida.
O amor é mais intenso. Tem a fluidez do tempo. Tem a lágrima que pulsa dentro. Tem barulho e gargalhar. Tem silêncio.
Eu fui formada e fornada nele. Nunca hei de estar só. O amor está dentro. Em movimento. Pulsando na alma que um dia daqui irá.
Fui gerada pelo próprio Amor. E em mim amor há.








Não tenho vergonha de ser!

Começo assim, lembrando um comentário de um amigo da faculdade sobre o meu post anterior - O Sexo das Almas: "Muito bom o texto. Uma prosa poética. Soou-me o AMOR cantado as avessas, como quem consegue ver de um ângulo oposto..." Começo assim, refletindo os comentários mais analíticos que recebo e dos mais apaixonados também, como o que recebi sobre o post Pra que viver na realidade?
"AMEI o texto, você descreveu o que eu realmente penso."
Sempre recordo-me de uma pequena frase de Mia Couto que diz que "o poeta não gosta de palavras, escreve para se ver livre delas", é verdade. 

A arte da escrita é uma libertação, uma ação que livra-nos de todo movimento interno que aflige-nos. Sim, sei que muitos não escrevem... muitos bebem, muitos entorpecem seu corpo por conta de toda guerra em sua alma... sei que muitos cantam, outros entregam-se a uma busca frenética na expressão de sua arte, sendo de tal forma seus personagens que depois buscam tratar-se para livra…