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Camilo Castelo Branco e seu romantismo.

Não poderia deixar de postar algo sobre Camilo.


Assim como já postei sobre Mia Couto, autor moçambicano que admiro, agora falo de um autor do período romântico que nasceu em Lisboa, Portugal.

Falar de Camilo Castelo Branco me faz recordar as lágrimas que derramei ao ler sua obra mais famosa AMOR DE PERDIÇÃO.


A tragédia de um amor tão intenso corroeu meu interior ao percorrer a história de Simão e Teresa.

Vejo uma inspiração da obra Romeu e Julieta de Shakespeare na obra de Camilo, já que Simão e Teresa também eram filhos de famílias inimigas e dado fato é o laço que o enredo propõe para os desfechos tão trágicos.

Falar do período romântico ou ultrarromântico traz essa sensação do amor a qualquer custo. Traz a morte como benefício e pessoalmente essa obra me comove.

Alguns leitores de Amor de Perdição ficaram chocados com o desenrolar de tantas tristezas acometidas às personagens, mas tenho que dizer que Mariana, personagem tão doce e prestativa é o que mais consegue entristecer o meu coração... sua morte foi um golpe na minha viagem literária.

Camilo ainda traz-me a força artística que temos... nasceu e viveu no período de 1825 a 1890 e foi um escritor profissional. Escrevia por encomenda devido às suas dificuldades financeiras. Sua produção extensa vem dessa dificuldade, e seu sucesso da capacidade de criar histórias, do talento genuíno e prodigioso que possuía.

Tantos artistas hoje fazem de tudo para sobreviver... e isso não é mérito só deles... vem de outros séculos tais lutas e tais vitórias.

Camilo as teve. Foi reconhecido e viveu de literatura.

Poderia falar de seu suicídio ou de suas aventuras e desventuras amorosas... foram muitas... mas reduzo minha escrita ao amor e competência de sua obra.
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