segunda-feira, 14 de maio de 2012

Recolhida...

Estou recolhida.
Da escrita expando minhas rimas.
Dentro sou acolhida.
Cuidada.

Sou fragilidade.
Verdade! Pode acreditar...

No intenso movimento que me tornei.
Lagrimei o esperançar.

Estou recolhida.
E nos risos escondo o desapontar.
Quero desocupar o lugar.
Abrir a casa que foi montada.


Simples casa.
Os móveis rústicos e pesados têm que ser retirados.
Têm que sair de lá!

O antigo morador é andarilho...
Anda fora do trilho...
E também não sabe nadar...
...sabe não amar.

Quem vê meu riso conhece o meu olhar?



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